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PGR considera depoimentos de Mauro Cid superficiais na investigação golpista

Procuradoria-Geral da República critica depoimentos de Mauro Cid e pede redução de pena por falta de colaboração em investigação de golpe.

Tenente-coronel Mauro Cid, durante interrogatório no STF (Foto: Gustavo Moreno/STF/09-06-2025)
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  • O tenente-coronel Mauro Cid é réu em uma investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, criticou os depoimentos de Cid, considerando-os superficiais e omissos.
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Cid e de outros sete envolvidos, incluindo Bolsonaro.
  • Gonet solicitou uma redução de pena de um terço, destacando a falta de colaboração efetiva de Cid.
  • Mensagens extraídas do celular de Cid indicam seu envolvimento em articulações golpistas, contradizendo suas alegações de não participação.

O tenente-coronel Mauro Cid, réu em uma investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, teve seus depoimentos criticados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em sua análise, Gonet classificou as declarações de Cid como “superficiais e omissas”, destacando a falta de colaboração efetiva do réu.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de Cid, do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais seis aliados. Gonet argumentou que a delação de Cid teve eficácia limitada e pediu uma redução de pena de um terço, afirmando que uma diminuição maior exigiria “colaboração efetiva, integral e pautada pela boa-fé”, o que não foi observado.

Cid é acusado de participar da elaboração de uma carta que pressionava o comando do Exército a apoiar um golpe. Mensagens extraídas de seu celular indicam que ele tinha conhecimento da articulação entre oficiais das Forças Especiais. Apesar de Cid alegar que uma reunião sobre a carta foi um encontro informal, a PGR considera essa justificativa “pouco crível”.

Mensagens Reveladoras

Além disso, a PGR destacou mensagens que mostram Cid em contato com articuladores de atos antidemocráticos. Uma mensagem enviada por ele ao então comandante do Exército mencionava “movimentos populares” em contato sobre uma nota das Forças Armadas. Gonet enfatizou que, embora Cid negue envolvimento com manifestantes, as mensagens contradizem essa afirmação.

Outro ponto questionado foi uma mensagem de Cid, enviada em 4 de janeiro de 2023, que sugeria que algo “bom para o Brasil” ainda aconteceria. A PGR argumenta que isso se refere a expectativas futuras e não a uma avaliação de ações passadas. Gonet concluiu que, apesar de algumas contribuições de Cid, suas omissões e a narrativa seletiva prejudicam sua posição e não afetam a ação penal em andamento.

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