- A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros de seu governo por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
- A denúncia inclui cinco crimes, como tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e dano ao patrimônio da União.
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é delator no caso e teve sua pena reduzida em um terço, mas a PGR descartou o perdão judicial devido ao seu comportamento contraditório.
- A PGR também solicitou a condenação de outros seis integrantes do núcleo central da suposta trama golpista, incluindo ex-ministros e um deputado federal.
- A defesa de Bolsonaro argumenta que ele repudiou os eventos de 8 de janeiro e reclama da falta de acesso a provas integrais da investigação.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros de seu governo por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. A denúncia inclui cinco crimes, como tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e dano ao patrimônio da União. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, atua como delator no caso.
Recentemente, a PGR solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a redução da pena de Cid em um terço, mas descartou a possibilidade de perdão judicial. A procuradoria argumentou que o comportamento contraditório de Cid, caracterizado por omissões e resistência, justifica essa decisão. Segundo a PGR, a colaboração de Cid não foi plenamente efetiva, o que prejudicou o interesse público.
Além de Bolsonaro, a PGR pede a condenação de outros seis integrantes do núcleo central da suposta trama golpista, incluindo ex-ministros e um deputado federal. A denúncia, apresentada em fevereiro, afirma que Bolsonaro tinha conhecimento de um plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e de um suposto plano para assassinar Lula e outras autoridades.
A defesa de Bolsonaro, por sua vez, argumenta que ele repudiou os eventos de 8 de janeiro e reclama da falta de acesso a provas integrais da investigação. O advogado Celso Vilardi afirmou que a defesa só teve acesso a um recorte das acusações, sem poder analisar o material bruto apreendido pela Polícia Federal.
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