- Valery Gergiev, maestro próximo ao regime de Vladimir Putin, enfrenta críticas por um concerto agendado para 27 de julho de 2025, na Itália.
- Yulia Navalnaya, viúva do opositor Alexei Navalny, pediu o cancelamento do evento, afirmando que a presença de Gergiev normaliza o apoio ao Kremlin.
- A vice-presidente do Parlamento Europeu, Pina Picierno, também criticou Gergiev, chamando-o de “simpatizante do Kremlin” e “cúmplice de um regime criminoso”.
- O concerto ocorrerá no Palácio Real de Caserta, com a participação da Orquestra Filarmônica G. Verdi de Salerno e da Orquestra do Teatro Mariinski de São Petersburgo.
- A União Europeia apoia o veto proposto por Picierno, destacando que instituições culturais sob o regime de Putin atuam como ferramentas de propaganda.
Valery Gergiev, maestro conhecido por seu apoio ao regime de Vladimir Putin, enfrenta novas controvérsias devido a um concerto agendado para o dia 27 de julho de 2025, no festival Un’Estate da RE, na Itália. A viúva do opositor russo Alexei Navalny, Yulia Navalnaya, pediu o cancelamento da apresentação, argumentando que a presença de Gergiev normaliza o apoio ao Kremlin e fere os boicotes a artistas russos.
A crítica de Navalnaya ecoa a posição de Pina Picierno, vice-presidente do Parlamento Europeu, que descreveu Gergiev como um “simpatizante do Kremlin” e um “cúmplice de um regime criminoso”. Picierno enfatizou que a presença do maestro em um evento cultural europeu representa uma tentativa de legitimar os crimes de guerra da Rússia. O concerto será realizado no Palácio Real de Caserta, com a Orquestra Filarmônica G. Verdi de Salerno e a Orquestra do Teatro Mariinski de São Petersburgo.
Gergiev, que já foi um dos diretores de orquestra mais respeitados do mundo, teve sua carreira internacional severamente prejudicada após a invasão da Ucrânia em 2022. Desde então, ele perdeu diversos compromissos artísticos e só se apresentou em países como Omã, China e Irã. Em resposta ao pedido de cancelamento, Vincenzo De Luca, presidente da região de Campania, defendeu o evento como uma oportunidade de diálogo cultural, afirmando que a cultura não deve ser misturada com política.
A controvérsia em torno do concerto de Gergiev também atraiu a atenção da União Europeia, que apoiou o veto proposto por Picierno. Um porta-voz da UE destacou que as instituições culturais sob o regime de Putin funcionam como ferramentas de propaganda. Além disso, Gergiev está sob investigação por corrupção, com alegações de desvio de fundos de sua própria fundação e um patrimônio estimado em mais de 100 milhões de euros.
A situação continua a gerar reações na Itália, com grupos cívicos e políticos pedindo a cancelamento do concerto e organizando manifestações para o dia do evento. A pressão sobre Gergiev reflete a crescente tensão entre a cultura e a política em um contexto de conflito internacional.
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