- A situação dos direitos humanos na Venezuela piorou após as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.
- A organização Amnesty International registrou um aumento nos casos de desaparecimentos forçados, com quinze incidentes documentados, incluindo seis estrangeiros.
- A Secretária Geral da Amnesty, Agnès Callamard, afirmou que esses desaparecimentos fazem parte de um padrão sistemático de perseguição a dissidentes políticos.
- Entre as vítimas, estão jornalistas e ativistas, como Rory Branker e Eduardo Torres, que estão detidos sem informações sobre suas localizações.
- As famílias de estrangeiros, como os turistas espanhóis José María Basoa e Andrés Martínez Adasme, também buscam informações sobre seus paradeiros, sem provas apresentadas sobre suas detenções.
A situação dos direitos humanos na Venezuela se agrava após as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024. A Amnesty International denunciou um aumento alarmante nos casos de desaparecimentos forçados, com 15 incidentes documentados, incluindo seis estrangeiros. A organização pediu investigações sobre crimes contra a humanidade no país.
Durante a apresentação do relatório “Detenções Sem Rastro: O Crime do Desaparecimento Forçado na Venezuela”, a Secretária Geral da Amnesty, Agnès Callamard, destacou que os desaparecimentos se tornaram parte de um padrão sistemático de perseguição a dissidentes políticos. Callamard enfatizou que a comunidade internacional não pode ignorar a crise de direitos humanos na Venezuela e pediu apoio para a justiça através da jurisdição universal.
Os dados revelam que 11 das 15 vítimas permanecem desaparecidas. Entre elas, estão jornalistas e ativistas, como Rory Branker e Eduardo Torres, que foram detidos sem informações sobre suas localizações. A pesquisadora Pilar Sanmartín afirmou que as detenções arbitrárias visam reforçar narrativas de conspiração internacional e servir como moeda de troca em negociações diplomáticas.
Casos de estrangeiros também foram destacados. José María Basoa e Andrés Martínez Adasme, turistas espanhóis, perderam contato em setembro e foram confirmados como detidos, mas sem provas apresentadas. Fabián Buglione, um uruguaio, e Lucas Hunter, um cidadão franco-americano, também estão entre os desaparecidos, com suas famílias lutando por informações sobre seus paradeiros.
Luis Carlos Díaz, ativista, pediu apoio internacional para as investigações do Tribunal Penal Internacional e destacou a necessidade de não permitir a “diplomacia de reféns”. A situação dos desaparecidos continua crítica, com apelos por justiça e visibilidade para as vítimas e suas famílias.
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