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Columbia adota definição de antisemitismo e nega diálogo com estudantes propalestinos

Columbia busca recuperar R$ 400 milhões em fundos federais ao adotar nova definição de antisemitismo e reforçar segurança no campus.

Estudantes celebram a libertação de Mahmud Khalil em uma concentração perto de Columbia, no dia 22 de junho. (Foto: Caitlin Ochs/REUTERS)
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  • A Universidade de Columbia adotou uma nova definição de antisemitismo, considerando a crítica a Israel como discriminação.
  • A mudança ocorreu após a perda de 400 milhões de dólares em fundos federais devido a alegações de antisemitismo no campus.
  • A reitora interina, Claire Shipman, anunciou que a universidade não dialogará com grupos de protesto, como a Columbia University Apartheid Divest (CUAD).
  • A nova definição segue a diretriz da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que não foi completamente adotada pela administração anterior.
  • A universidade implementou medidas de segurança mais rigorosas, incluindo a proibição de mascaradas em protestos, para restaurar a confiança do governo federal e recuperar o financiamento perdido.

A Universidade de Columbia, em Nova York, anunciou a adoção de uma nova definição de antisemitismo, que inclui a crítica a Israel como forma de discriminação. Essa mudança ocorre em meio a pressões do governo dos EUA e de doadores, após a instituição perder 400 milhões de dólares em fundos federais devido a alegações de antisemitismo no campus.

A nova política foi divulgada pela reitora interina, Claire Shipman, que destacou que a universidade não dialogará com grupos de protesto, como a Columbia University Apartheid Divest (CUAD). A decisão de não negociar com esses grupos é uma tentativa de restaurar a confiança do governo federal e recuperar a verba perdida, essencial para programas de pesquisa, especialmente na área médica.

Nos últimos meses, Columbia enfrentou uma intensa mobilização no campus contra a guerra em Gaza, o que gerou críticas à administração da universidade. Shipman, que é a terceira reitora desde o início das manifestações, afirmou que a pressão do governo não diminui a gravidade dos problemas enfrentados na instituição. A nova definição de antisemitismo segue a diretriz da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), um requisito que a administração anterior não havia adotado completamente.

A universidade também implementou medidas de segurança mais rigorosas, incluindo a proibição de mascaradas em protestos e a contratação de agentes de segurança com poder de detenção. Essas ações visam garantir a ordem no campus e responder às preocupações de doadores e membros da comunidade acadêmica. A expectativa é que a adoção dessa nova definição ajude a reabrir as negociações sobre o financiamento federal, que foram interrompidas em março.

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