- O governo de Binyamin Netanyahu propôs a criação de uma “cidade humanitária” para confinar 600 mil palestinos no sul da Faixa de Gaza.
- O plano, anunciado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, gerou críticas de diversos setores, incluindo do Exército israelense.
- Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro de Israel, comparou a proposta a campos de concentração e a considerou uma forma de limpeza étnica.
- O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, expressou preocupações sobre o impacto do plano nos recursos militares e o custo elevado, estimado em até US$ 4,5 bilhões.
- A situação na Faixa de Gaza continua a se agravar, com pelo menos 27 mortos em recentes ataques israelenses.
TEL-AVIV – O governo de Binyamin Netanyahu enfrenta forte oposição ao propor a criação de uma “cidade humanitária” para confinar 600 mil palestinos no sul da Faixa de Gaza. O plano, anunciado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, foi criticado por diversos setores, incluindo o próprio Exército israelense.
Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro de Israel, comparou a proposta a campos de concentração, afirmando que a deportação de palestinos para essa área representaria uma forma de limpeza étnica. O ministro Katz afirmou que os civis confinados só poderiam sair para outros países, o que levanta questões sobre a viabilidade e a moralidade da medida.
Durante uma reunião do gabinete de segurança, o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, expressou preocupações sobre o impacto do plano nos recursos militares, afirmando que desviaria fundos essenciais para as operações do Exército. Netanyahu, por sua vez, criticou o custo elevado da proposta militar, que poderia chegar a US$ 4,5 bilhões, e pediu um cronograma mais eficiente.
A proposta gerou reações intensas na oposição. Yair Lapid questionou a lógica do plano, indagando sobre as medidas de segurança necessárias para impedir a saída dos civis. A situação na Faixa de Gaza continua a se deteriorar, com pelo menos 27 mortos em recentes ataques israelenses, enquanto a crise humanitária se agrava.
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