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Destruição da floresta amazônica avança com garimpo no território Kayapó

Ibama destrói acampamentos de garimpo na Terra Indígena Kayapó e revela danos ambientais graves, como contaminação por mercúrio.

Sobrevoo, realizado durante expedição do Greenpeace, mostra áreas de mineração ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará (Foto: Pablo Porciuncula - 19.mar.25/AFP)
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  • O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou imagens da devastação causada pela mineração ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará.
  • As operações de desintrusão resultaram na destruição de 117 acampamentos, 358 motores de garimpo e 25 escavadeiras hidráulicas.
  • O garimpo ocupa atualmente 16,1 mil hectares da reserva, causando desmatamento e contaminação por mercúrio nos rios.
  • O mercúrio, utilizado na extração de ouro, representa riscos à saúde das comunidades ribeirinhas e está associado ao aumento da malária e da violência.
  • Apesar da redução de 78% no desmatamento entre 2019 e 2024, a luta contra a mineração ilegal continua, com prejuízos estimados em R$ 100 milhões para organizações criminosas.

Imagens divulgadas pelo Ibama revelam a devastação alarmante causada pela mineração ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará. As operações de desintrusão, que visam remover invasores do território, resultaram na destruição de equipamentos e acampamentos clandestinos. O garimpo, que já ocupa 16,1 mil hectares da reserva, tem impactos ambientais severos, como desmatamento e contaminação por mercúrio.

Durante a fiscalização, foram destruídos 117 acampamentos, 358 motores de garimpo e 25 escavadeiras hidráulicas. O diretor de proteção ambiental do Ibama, Jair Schmitt, descreve o cenário como “triste e desolador”. A atividade garimpeira não apenas altera a paisagem, mas também contamina os rios, afetando a fauna aquática e as comunidades que dependem da pesca.

Impactos Ambientais e Sociais

Os efeitos da mineração vão além da destruição local. O mercúrio, utilizado na extração do ouro, contamina o solo e a água, acumulando-se na cadeia alimentar. A pesquisadora Anne Fostier explica que o metilmercúrio, forma tóxica do elemento, se acumula em peixes, representando um risco à saúde das comunidades ribeirinhas. Além disso, a atividade garimpeira está associada ao aumento da malária e da violência nas áreas afetadas.

Os incêndios florestais que devastaram a TI Kayapó em 2024, com 3.246 focos de calor, estão ligados à atividade garimpeira. O Greenpeace aponta que as queimadas foram provocadas para abrir novas áreas para o garimpo, exacerbando a crise ambiental.

Ações de Fiscalização

Apesar da gravidade da situação, o ritmo do desmatamento na TI Kayapó diminuiu, com uma redução de 78% na abertura de novas áreas entre 2019 e 2024. As ações do Ibama têm gerado um impacto financeiro significativo nas organizações criminosas, com prejuízos estimados em R$ 100 milhões apenas pela destruição de escavadeiras.

A luta contra a mineração ilegal na Terra Indígena Kayapó é um desafio contínuo, que exige esforços conjuntos para proteger o meio ambiente e as comunidades indígenas.

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