- A Fundação Hind Rajab, ONG belga que defende os direitos dos palestinos, apresentou uma queixa-crime em Portugal.
- A acusação é contra o atirador de elite israelense Dani Adonya Adega, por crimes de guerra em Gaza.
- A denúncia foi protocolada pela advogada de direitos humanos Carmo Afonso e inclui documentação extensa.
- Adega, membro do Batalhão 8114 do Exército de Israel, foi identificado em Lisboa em julho.
- A fundação solicita a prisão do militar com base na jurisdição universal, que permite processar crimes de guerra em qualquer país.
A Fundação Hind Rajab, uma ONG belga que defende os direitos dos palestinos, apresentou uma queixa-crime em Portugal contra o atirador de elite israelense Dani Adonya Adega. A acusação se baseia em crimes de guerra cometidos durante a ofensiva em Gaza e pede a prisão do militar sob a jurisdição universal.
A denúncia foi protocolada pela advogada de direitos humanos Carmo Afonso e inclui documentação extensa coletada pela fundação. Adega, que pertence ao Batalhão 8114 do Exército de Israel, foi identificado em Lisboa em julho. A fundação destaca que a divisão à qual ele pertence foi condenada por criar o “corredor da morte de Netzarim”, onde civis, incluindo crianças, foram alvos de franco-atiradores.
Um ponto crucial da queixa é uma publicação de Adega nas redes sociais, onde ele aparece armado e sorrindo em meio a escombros, com a legenda: “4 tiros, 0 erros”. A fundação afirma que isso evidencia uma campanha genocida, com mais de 170 civis palestinos mortos durante um cessar-fogo, muitos por disparos de franco-atiradores.
Jurisdição Universal
A Fundação Hind Rajab enfatiza que a queixa em Portugal se fundamenta no princípio da jurisdição universal, que permite a qualquer país processar crimes de guerra, independentemente da nacionalidade dos envolvidos. A organização pressiona as autoridades portuguesas a agir, afirmando que Portugal tem a obrigação legal de deter suspeitos de crimes de guerra em seu território.
A ONG, que leva o nome de uma menina palestina morta durante a guerra em Gaza, já processou militares israelenses em diversos países. A fundação destaca que este caso não é isolado e que há várias investigações em andamento. A missão da organização é quebrar o ciclo de impunidade e buscar justiça para as vítimas do conflito.
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