- Uma menina foi baleada na cabeça durante uma briga de trânsito em Minas Gerais e faleceu no hospital no dia 16 de julho.
- O autor do disparo, um policial penal, permanece preso preventivamente.
- A defesa do policial alegou que ele se sentiu ameaçado, enquanto o pai da vítima afirmou que foi fechado antes dos disparos.
- O incidente ocorreu quando o pai e a filha trafegavam em uma estrada e o policial tentou ultrapassá-los.
- A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais instaurou um procedimento para investigar o caso.
A menina de 10 anos, Lavinia Freitas De Oliveira e Souza, que foi baleada na cabeça durante uma briga de trânsito em Minas Gerais, faleceu na quarta-feira, 16, no hospital onde estava internada. A confirmação foi feita pela Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.
O autor do disparo, o policial penal Márcio da Silva Coelho, de 34 anos, permanece preso preventivamente na Casa de Custódia do Policial Penal e do Agente Socioeducativo, em Matozinhos. A defesa do policial alegou que ele se sentiu ameaçado durante o incidente, enquanto o pai da vítima relatou que foi fechado por Coelho antes dos disparos.
Detalhes do Incidente
O pai de Lavinia contou que trafegava com a filha na estrada que liga Diogo Vasconcelos a Porto Firme quando um veículo se aproximou em alta velocidade. Ao tentar ser ultrapassado, o carro do policial fechou sua passagem. Coelho desceu do veículo e, segundo o relato, apontou a arma para o carro onde estavam pai e filha. O pai, temendo um assalto, acelerou e ouviu vários disparos.
A perícia no local identificou diversas perfurações de arma de fogo no carro da vítima. O pai levou Lavinia ao hospital de Viçosa, de onde ela foi transferida devido à gravidade dos ferimentos. A investigação da corregedoria sobre a conduta do policial ainda está em andamento.
Reação das Autoridades
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais informou que um procedimento foi instaurado para investigar o caso. Em nota, a pasta ressaltou que não compactua com desvios de conduta de seus servidores e que todas as suspeitas são apuradas com rigor, respeitando o devido processo legal.
A defesa do policial não se manifestou após a morte da menina, e a apuração sobre o caso continua, sem previsão de conclusão.
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