- O asambleísta Santiago Díaz Asque, do partido Revolução Ciudadana, propôs uma reforma para permitir relações sexuais consensuais a partir dos 14 anos.
- Ele foi denunciado por violação de uma menina de 12 anos, levando à sua expulsão do partido.
- Após a denúncia, Díaz se declarou inocente e desapareceu. O partido considerou a acusação um dos “crimes mais desprezíveis”.
- O governo de Daniel Noboa criticou a proposta de Díaz e a legisladora Nataly Morillo questionou o apoio à reforma.
- O presidente Noboa propôs uma reforma constitucional para permitir a castração química de violadores, medida que está sendo avaliada pela Corte Constitucional.
O asambleísta Santiago Díaz Asque, do partido Revolução Ciudadana, propôs uma reforma para permitir relações sexuais consensuais a partir dos 14 anos. A proposta, apresentada em julho, recebeu apoio de outros legisladores, mas logo foi ofuscada por uma grave acusação: Díaz foi denunciado por violação de uma menina de 12 anos, filha de uma militante de seu partido.
Após a denúncia, que veio à tona em 8 de julho, o legislador se declarou inocente e desapareceu. O partido decidiu expulsá-lo, considerando a acusação como um dos “crimes mais desprezíveis”. A situação gerou um silêncio constrangedor entre os líderes da Revolução Ciudadana, incluindo Rafael Correa, que optou por não comentar o caso.
Reações Políticas
O governo de Daniel Noboa aproveitou a oportunidade para criticar a proposta de Díaz durante um debate sobre legislação ambiental. A legisladora Nataly Morillo questionou a bancada correísta sobre a falta de vergonha em apoiar uma reforma que relativizava o consentimento. A intervenção de Viviana Veloz, que compartilhou sua experiência como vítima de abuso sexual, trouxe um momento de reflexão ao plenário.
O presidente Noboa também se manifestou, propondo uma reforma constitucional para permitir a castração química de violadores. Essa proposta já está sendo avaliada pela Corte Constitucional, que decidirá sobre sua viabilidade legal. Organizações feministas criticaram a medida, argumentando que ela não aborda as causas da violência sexual e que é necessário um enfoque mais amplo em políticas de prevenção e educação.
Contexto Histórico
O caso de Díaz reabriu feridas na política equatoriana, lembrando episódios passados de impunidade em casos de abuso sexual. Em 2009, o governo correísta concedeu amnistia a um líder comunitário condenado por violação, e outros casos de abusos sexuais envolvendo figuras públicas também foram registrados sem consequências significativas.
Atualmente, o Ministério do Interior oferece uma recompensa de 100 mil dólares por informações sobre o paradeiro de Díaz, que se afastou da vida pública após as acusações. A situação continua a gerar debates sobre a proteção das vítimas e a responsabilidade dos políticos em casos de abuso.
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