- A ministra do Trabalho e Segurança Social de Cuba, Marta Elena Feitó Cabrera, renunciou após afirmar que não existem mendigos no país.
- Sua declaração gerou forte indignação pública e contradiz a realidade de pobreza extrema enfrentada por muitos cubanos.
- A renúncia ocorreu em meio a uma crise econômica e social, com escassez de recursos e migração em massa da população.
- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e o primeiro-ministro, Manuel Marrero, reconheceram a vulnerabilidade de parte da população e discordaram das opiniões da ministra.
- Mais de 39% dos aposentados recebem uma pensão mínima de R$ 1.528, equivalente a menos de cinco dólares por mês, refletindo a grave situação econômica do país.
A ministra do Trabalho e Segurança Social de Cuba, Marta Elena Feitó Cabrera, renunciou após afirmar que não existem mendigos no país, gerando forte indignação pública. Sua declaração, feita durante uma sessão da Assembleia Nacional, contradiz a realidade nas ruas, onde muitos cubanos enfrentam pobreza extrema.
A renúncia de Feitó Cabrera ocorreu em um contexto de crescente crise econômica e social em Cuba, marcada por escassez de recursos e migração em massa. O governo, liderado por Miguel Díaz-Canel, tenta preservar a imagem do projeto social da Revolução Cubana, mas as palavras da ministra expuseram um abismo entre as autoridades e a população.
Após a controvérsia, Díaz-Canel e o primeiro-ministro Manuel Marrero reconheceram a vulnerabilidade de parte da população. O presidente declarou que não concordava com as opiniões da ministra e enfatizou a necessidade de abordar os problemas sociais. A renúncia de Feitó Cabrera, que ocupava o cargo desde 2019, marca um momento inédito em que um alto funcionário cubano se demite em resposta à pressão pública.
Os dados sobre a pobreza em Cuba são alarmantes. Mais de 39% dos aposentados recebem uma pensão mínima de 1.528 pesos, equivalente a menos de 5 dólares por mês. A situação é especialmente crítica para os idosos, que enfrentam abandono familiar e altos custos de vida. A crise tem levado cerca de 2 milhões de cubanos a deixar o país desde 2022.
A declaração da ministra e sua subsequente renúncia refletem a crescente insatisfação popular e a desconexão entre o governo e a realidade vivida pelos cubanos. A resposta do governo à indignação pública pode indicar uma tentativa de ajustar sua abordagem em relação aos desafios sociais que o país enfrenta.
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