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Moraes exige esclarecimentos sobre descumprimento de prisão domiciliar por Brazão

Ministro exige explicações de Chiquinho Brazão sobre descumprimento de prisão domiciliar, sob risco de nova prisão imediata.

Deputado federal Chiquinho Brazão. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu explicações ao ex-deputado federal Chiquinho Brazão sobre o descumprimento das regras de sua prisão domiciliar.
  • As violações ocorreram nos dias 2, 3 e 4 de julho, conforme informou a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro.
  • Brazão é réu no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março de 2018, enfrentando acusações de homicídio e organização criminosa.
  • A defesa de Brazão alegou que as infrações foram causadas por consultas médicas e problemas técnicos com a tornozeleira eletrônica.
  • O ministro estabeleceu um prazo de 48 horas para a defesa apresentar os esclarecimentos, alertando que a falta de resposta pode levar à decretação da prisão.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, requisitou que o ex-deputado federal Chiquinho Brazão explique o descumprimento das regras de sua prisão domiciliar. A solicitação ocorreu após a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informar sobre violações registradas nos dias 2, 3 e 4 de julho.

Brazão é um dos réus no processo que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março de 2018. As acusações incluem homicídio e organização criminosa. O ministro estabeleceu um prazo de 48 horas para que a defesa apresente os esclarecimentos necessários, alertando que a falta de resposta pode resultar na decretação imediata da prisão.

A defesa de Brazão argumenta que as infrações foram causadas por consultas médicas e problemas técnicos com a tornozeleira eletrônica. O advogado do ex-deputado afirmou que ele esteve em atendimento médico nos dias 3 e 4 de julho, justificando assim as violações.

Além de Chiquinho, outros réus no caso incluem o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, entre outros. Todos respondem por crimes graves e estão sob custódia por determinação de Moraes.

A Procuradoria-Geral da República já pediu a condenação de Brazão e seu irmão por formação de organização criminosa, além de incluir a tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que estava no veículo de Marielle durante o atentado. O julgamento ainda não foi agendado e dependerá das manifestações das defesas.

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