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PGR aponta desvio gravíssimo na atuação da Abin em alegações finais da trama golpista

Procuradoria-Geral da República pede condenação de Jair Bolsonaro por uso indevido da Abin em golpe de Estado, envolvendo 36 indiciados.

Procurador-Geral da República, Paulo Gonet (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, anunciou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedirá a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por crimes relacionados a um golpe de Estado.
  • A investigação destaca o uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), classificado como um “desvio gravíssimo de finalidade institucional”.
  • A PGR apresentou seu parecer final, solicitando a condenação de Bolsonaro e mais sete réus.
  • A Polícia Federal (PF) indiciou trinta e seis pessoas na apuração sobre uma estrutura paralela de espionagem da Abin.
  • Entre os indiciados, três também são réus na ação penal da trama golpista, incluindo o ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, anunciou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedirá a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por crimes relacionados a um golpe de Estado. A investigação destaca o uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que Gonet classificou como um “desvio gravíssimo de finalidade institucional”.

Na segunda-feira, a PGR apresentou seu parecer final sobre a trama golpista, solicitando a condenação de Bolsonaro e mais sete réus. A apuração sobre a Abin, que investiga uma estrutura paralela para espionagem, foi concluída pela Polícia Federal (PF) no mês passado, resultando no indiciamento de 36 pessoas.

O relatório da PF sugere a participação de Bolsonaro, mas a decisão sobre seu indiciamento por organização criminosa será feita em conjunto com a avaliação da trama golpista. Gonet já indicou seu posicionamento nas alegações finais, mencionando que a estrutura oculta da Abin tinha como objetivo “operacionalizar ações com finalidade política”, violando princípios da administração pública.

Indiciados e Implicações

Três dos indiciados na investigação da Abin paralela também são réus na ação penal da trama golpista. Entre eles, o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin, que é considerado parte do “núcleo crucial” da organização. Os outros dois indiciados são um subtenente do Exército e um policial federal, ambos envolvidos em atividades de desinformação.

As alegações de Gonet ressaltam a gravidade das ações da Abin, que incluíram tentativas de deslegitimar o sistema eleitoral e monitorar ministros do Supremo Tribunal Federal. A PGR agora decidirá se apresentará denúncias contra todos os envolvidos, além de Bolsonaro, enquanto os réus negam qualquer irregularidade e pedem a rejeição das acusações.

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