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Prefeitura de SP utiliza drones para combater pancadões nas ruas da cidade

Prefeitura de Diadema adquire drone para dispersar pancadões, gerando polêmica e críticas sobre a falta de diálogo com a população.

Drone adquirido por 363 mil reais pela prefeitura pode dispersar gás lacrimogênio, fumígenos, pimenta e outros agentes líquidos (Foto: Condor/Reprodução)
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  • A Prefeitura de Diadema comprou um drone por R$ 365.313 para dispersar aglomerações de pancadões, festas irregulares que geram críticas por falta de segurança.
  • O equipamento, que custou R$ 345.000, pode lançar gás lacrimogêneo e faz parte do projeto Diadema Segura.
  • A aquisição foi feita sem licitação, gerando polêmica e acusações de falta de diálogo com a população.
  • O Partido dos Trabalhadores (PT) criticou a compra e planeja levar a questão ao Ministério Público, questionando as prioridades da gestão.
  • A prefeitura afirma que o drone permitirá melhor monitoramento aéreo e resposta da Guarda Civil Municipal (GCM) em situações específicas.

A Prefeitura de Diadema adquiriu um drone por R$ 365.313 para dispersar aglomerações associadas a pancadões, festas irregulares que têm gerado críticas pela falta de segurança e desrespeito às normas de convivência. A compra, realizada em junho, foi feita sem licitação, o que gerou polêmica e acusações de medidas drásticas sem diálogo com a população.

O equipamento, que custou R$ 345.000, é capaz de lançar gás lacrimogêneo e foi justificado pela prefeitura como parte do projeto Diadema Segura. A administração municipal argumenta que o drone facilitará a dispersão de aglomerações e atuará em casos de resistência a ordens legais. A aquisição está registrada no Portal da Transparência.

Críticas e Controvérsias

A oposição, liderada pelo PT, criticou a compra, afirmando que o uso do drone é uma forma de “jogar gás na periferia”. O partido, que possui cinco vereadores na Câmara, planeja levar a questão ao Ministério Público. Em nota, o PT destacou a falta de segurança nas escolas e na saúde, questionando as prioridades da gestão.

Especialistas em segurança pública também levantam preocupações sobre o uso de drones para dispersar multidões. A professora Ana Gabriela Ferreira defende que a abordagem deve incluir alternativas culturais e de lazer para a juventude, em vez de ações que possam ser vistas como violentas. A falta de opções para os jovens nas periferias é apontada como uma das causas do aumento dos pancadões após a pandemia.

Objetivos do Drone

A prefeitura afirma que a principal função do drone é o monitoramento aéreo, permitindo uma visão tática das áreas mais vulneráveis da cidade. O equipamento, segundo a administração, ampliará a capacidade de resposta da Guarda Civil Municipal (GCM) e garantirá mais segurança para a população. A utilização de gás lacrimogêneo será uma medida excepcional, aplicada em situações específicas e autorizadas.

A iniciativa de usar drones para controle de aglomerações é inédita no Brasil, levantando questões sobre regulamentação e segurança. A Agência Nacional de Aviação Civil informou que a regulamentação sobre drones se aplica apenas a usos civis, deixando a responsabilidade sobre segurança pública para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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