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Servidor público registra ponto por dois anos sem trabalhar na prefeitura do Paraná

Servidor público de Ponta Grossa é indiciado por fraudes no registro de ponto e pode enfrentar até 12 anos de prisão. Prefeitura busca ressarcimento.

Homem recebia mais de R$ 2,3 mil de salário bruto (Foto: Reprodução/RPC)
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  • Luciano Gaspar Daru, servidor público de Ponta Grossa (PR), foi indiciado por registrar ponto sem trabalhar entre 2023 e 2025, recebendo mais de R$ 2,3 mil mensais.
  • A investigação interna da prefeitura revelou que ele entrava no prédio apenas para marcar presença e saía logo em seguida.
  • Câmeras de segurança mostraram que ele permanecia apenas 1 minuto e 15 segundos no local.
  • Em junho de 2025, Luciano foi demitido por justa causa e indiciado pela Polícia Civil por inserir dados falsos em sistemas públicos, com pena de 2 a 12 anos de prisão.
  • A prefeitura busca ressarcimento de R$ 33 mil pelos valores pagos indevidamente ao servidor.

Luciano Gaspar Daru, servidor público de Ponta Grossa (PR), foi indiciado por registrar ponto sem trabalhar entre 2023 e 2025, recebendo mais de R$ 2,3 mil mensais. A investigação interna da prefeitura revelou que ele, em várias ocasiões, entrava no prédio apenas para bater o ponto e saía logo em seguida, sem cumprir suas funções.

As câmeras de segurança mostraram que Luciano, de 56 anos, entrava na prefeitura de bermuda e chinelo, permanecendo apenas 1 minuto e 15 segundos no local. Ele registrava presença no início da tarde e retornava no final do dia para marcar a saída. O caso chamou a atenção de colegas, levando à abertura de uma sindicância em 2024.

Ação Judicial

Em junho de 2025, Luciano foi demitido por justa causa. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que indiciou o servidor por inserir dados falsos em sistemas públicos, crime que pode resultar em pena de 2 a 12 anos de prisão. O delegado responsável, Derick de Moura Jorge, estimou que o prejuízo causado aos cofres públicos ultrapassou R$ 33 mil.

A prefeitura de Ponta Grossa, ao tomar conhecimento da situação, afastou Luciano imediatamente e instaurou um processo administrativo. O Procurador Geral Municipal, Gustavo Schemim da Matta, explicou que o processo levou tempo devido à burocracia do setor público, que é mais lenta em comparação a empresas privadas.

Desdobramentos Finais

Com o inquérito concluído, o caso foi enviado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que decidirá sobre a denúncia criminal. A defesa de Luciano optou por não se manifestar publicamente até o momento. A prefeitura também busca o ressarcimento dos valores pagos indevidamente ao servidor, evidenciando a seriedade da situação e as medidas adotadas para coibir fraudes no serviço público.

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