- A violência contra jornalistas no México é alarmante, com nove assassinatos registrados desde janeiro de 2023.
- A maioria das vítimas cobria temas sensíveis, como corrupção e crime organizado.
- Os assassinatos ocorreram em várias regiões, incluindo Sinaloa e Acapulco.
- Em julho, três jornalistas foram mortos em menos de uma semana, elevando o total de assassinatos.
- A organização Reporteros Sin Fronteras (RSF) destaca a impunidade e a falta de vontade política como fatores que agravam a situação.
A violência contra jornalistas no México continua alarmante. Desde janeiro de 2023, nove jornalistas foram assassinados, com a maioria das vítimas atuando em temas sensíveis como corrupção e crime organizado. O relatório da organização Reporteros Sin Fronteras (RSF) destaca que o país permanece como o mais perigoso da região para a prática do jornalismo.
Os assassinatos ocorreram em diversas regiões, incluindo Sinaloa e Acapulco, onde a violência se intensificou. Em julho, três jornalistas foram mortos em menos de uma semana, elevando o total de assassinatos a nove, sendo que oito deles estão provavelmente relacionados ao exercício da profissão. A RSF ressalta que muitos dos jornalistas assassinados trabalhavam em veículos locais ou comunitários.
O caso de Calletano de Jesús Guerrero, assassinado no Estado de México, é emblemático. Ele estava sob proteção federal desde 2014, após receber ameaças. Outro caso notável é o de Alejandro Gallegos de León, diretor de La Voz do Pueblo, que também foi morto por investigar o crime organizado.
A Escalada da Violência
Guanajuato é um dos estados onde a violência contra jornalistas aumentou significativamente. Em março, dois repórteres foram assassinados enquanto investigavam violência estatal e desaparecimentos forçados. Em Acapulco, o jornalista José Carlos González Herrera foi morto por criminosos armados, enquanto cobria questões de segurança e política local.
A situação é igualmente grave em outras partes do país. Em Sonora, o jornalista Ángel Sevilla foi assassinado em Cajeme, uma das áreas mais violentas do estado. Seu meio de comunicação era uma fonte crucial de informações sobre a deterioração da segurança na região.
A RSF alerta que a impunidade e a falta de vontade política para combater essa violência são fatores que agravam a situação. O relatório indica que, em apenas sete meses de 2023, os assassinatos de jornalistas já superaram o total do ano anterior na América Latina. A organização exige que os governos reforcem as garantias de segurança para a imprensa e realizem investigações rápidas e eficazes sobre os crimes cometidos.
Entre na conversa da comunidade