- O capitão de Exército Osmar Crivellati prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) em 17 de julho de 2025.
- Ele negou envolvimento em atividades de monitoramento ilegal de autoridades, supostamente lideradas pelo coronel Marcelo Câmara.
- Crivellati atuou na assessoria do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou não ter sido convidado para participar de tais ações.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Câmara de coordenar um esquema de monitoramento e neutralização de autoridades públicas.
- Apenas cinco das vinte testemunhas convocadas pela defesa de Câmara compareceram à audiência, gerando insatisfação entre os advogados.
BRASÍLIA – O capitão de Exército Osmar Crivellati prestou depoimento nesta quinta-feira, 17, no Supremo Tribunal Federal (STF), onde negou qualquer envolvimento em atividades de monitoramento ilegal de autoridades, supostamente lideradas pelo coronel Marcelo Câmara. Crivellati, que atuou na assessoria do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que não foi informado ou convidado a participar de tais ações.
Câmara é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coordenar um esquema de monitoramento e neutralização de autoridades públicas, em colaboração com o general da reserva Mário Fernandes. Durante seu depoimento, Crivellati se posicionou como testemunha de defesa de Câmara, afirmando que nunca houve menção a monitoramento em suas interações.
A investigação da Polícia Federal (PF) revelou que Câmara teria monitorado os deslocamentos do ministro do STF Alexandre de Moraes, como parte de um plano para um golpe de Estado após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022. Crivellati esclareceu que seu entendimento de monitoramento é físico e não se aplica a ações que não envolvam observação direta.
Desdobramentos da Audiência
O capitão também negou ter participado de reuniões em locais como a casa do general Walter Braga Netto e o Palácio da Alvorada, onde supostamente foram discutidos planos de ruptura institucional. Apenas cinco das 20 testemunhas convocadas pela defesa de Câmara compareceram à audiência, levando os advogados a reclamarem da falta de intimação formal.
Essa situação gerou insatisfação entre os defensores, que apontaram problemas na comunicação com as testemunhas. A audiência, marcada para ouvir os envolvidos, foi esvaziada devido a essas falhas, refletindo a complexidade do processo em andamento.
Entre na conversa da comunidade