- A Eslovênia proibiu a entrada dos ministros israelenses Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich.
- A decisão foi anunciada pela Ministra das Relações Exteriores, Tanja Fajon, em 17 de julho de 2025.
- A proibição se deve a declarações consideradas genocidas e violações de direitos humanos por parte dos ministros.
- A medida visa pressionar o governo israelense a interromper a violência contra civis em Gaza.
- A Eslovênia é o primeiro país da União Europeia a tomar essa ação, destacando sua posição em defesa dos direitos humanos.
A Eslovênia se tornou, nesta quinta-feira (17), o primeiro país da União Europeia a proibir a entrada dos ministros israelenses Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich. A decisão foi anunciada pela Ministra das Relações Exteriores, Tanja Fajon, que destacou que a medida visa enviar uma mensagem clara ao governo israelense sobre a necessidade de interromper o massacre de civis inocentes.
A proibição foi motivada por declarações consideradas genocidas e por violações de direitos humanos feitas pelos dois ministros, que fazem parte da coalizão de extrema direita liderada pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Fajon afirmou que a decisão foi tomada após a falta de consenso entre os chanceleres da UE sobre uma ação conjunta contra Israel em uma reunião em Bruxelas.
Ben-Gvir, que ocupa o cargo de Segurança Nacional, e Smotrich, que comanda as Finanças, têm um histórico de declarações xenófobas e incitação à violência. Ambos foram criticados por suas posições extremistas, especialmente após o início do conflito em Gaza, que se intensificou após os ataques do Hamas em outubro de 2023. Smotrich, por exemplo, chegou a afirmar que Gaza deveria ser “totalmente destruída”.
A pressão internacional sobre Israel tem aumentado, com países como Reino Unido, Canadá e Austrália também impondo sanções a esses ministros. A Eslovênia, que já havia reconhecido o Estado palestino, se destaca por sua postura firme em relação ao conflito, com a presidente Natasa Pirc Musar denunciando genocídio em declarações anteriores.
A situação em Gaza é crítica, com mais de 58 mil palestinos mortos desde o início da guerra, segundo autoridades locais. A Eslovênia, ao proibir a entrada dos ministros, reafirma sua posição contra a violência e em defesa dos direitos humanos.
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