- O governo dos Estados Unidos decidiu incinerar toneladas de alimentos destinados a 27 mil crianças desnutridas no Paquistão e Afeganistão.
- A medida ocorre após cortes na ajuda internacional, resultado da administração Trump, que levou ao fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
- Os alimentos estavam armazenados em Dubai e expiraram antes de serem redistribuídos.
- O Senado aprovou um projeto de lei que permitirá ao governo evitar gastos de US$ 9 bilhões em ajuda internacional.
- A destruição dos alimentos gerou críticas, especialmente considerando que a ajuda custou US$ 800 mil e a incineração custará US$ 130 mil.
O governo dos Estados Unidos enfrenta uma crise humanitária após a decisão de incinerar toneladas de alimentos destinados a 27 mil crianças desnutridas no Paquistão e Afeganistão. A medida ocorre em meio a cortes drásticos na ajuda internacional, impulsionados pela administração Trump, que resultaram no fechamento da USAID, agora incorporada ao Departamento de Estado.
Na quarta-feira, 16 de outubro, a imprensa revelou que os alimentos, que estavam armazenados em Dubai, expiraram e não foram redistribuídos. No dia seguinte, o Senado aprovou um projeto de lei que permitirá ao governo evitar gastos de US$ 9 bilhões em ajuda internacional. O chefe de administração do Departamento de Estado, Michael Rigas, admitiu, em audiência, que a destruição dos alimentos é uma consequência direta do fechamento da USAID.
Senadores expressaram indignação com a situação. O democrata Tim Kaine questionou Rigas sobre a falta de ação para distribuir os alimentos antes que expirassem. Rigas, sem uma resposta satisfatória, reconheceu a gravidade da situação e prometeu investigar o caso. A decisão de incinerar os alimentos gerou críticas, especialmente considerando que 500 toneladas de ajuda alimentar foram compradas por US$ 800 mil no final do governo Biden, e agora custarão US$ 130 mil para serem destruídas.
A votação do projeto de lei no Senado foi apertada, com 51 votos a favor e 48 contra, refletindo a divisão política. O fechamento da USAID, que durou mais de seis décadas, foi parte de uma estratégia orçamentária do governo Trump, que alegou que a agência não atendia aos interesses dos EUA. A situação levanta preocupações sobre o futuro da ajuda humanitária e a responsabilidade do governo em atender às necessidades das populações vulneráveis.
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