- O governo dos Estados Unidos está avaliando sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
- A proposta, apoiada por Eduardo Bolsonaro, está relacionada às decisões de Moraes sobre plataformas digitais.
- O Departamento do Tesouro dos EUA demonstra resistência à medida, citando riscos estratégicos.
- As sanções poderiam ser aplicadas com base na Lei Magnitsky, que permite penalizar estrangeiros por corrupção e violações de direitos humanos.
- A discussão sobre as sanções ocorre em meio a preocupações sobre os impactos nas eleições de 2026 no Brasil.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, está avaliando a possibilidade de impor sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes. A proposta, que já possui um rascunho, é apoiada por Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que esteve na Casa Branca recentemente. As sanções estão ligadas às decisões de Moraes sobre plataformas digitais, que, segundo críticos, afetam a liberdade de expressão.
Fontes do jornal *The Washington Post* indicam que o Departamento do Tesouro dos EUA está relutante em avançar com a medida, citando riscos estratégicos. A proposta de sanções poderia invocar a Lei Magnitsky, que permite ao governo americano sancionar estrangeiros acusados de corrupção e violações de direitos humanos. Essas sanções seriam supervisionadas pelo OFAC, órgão vinculado ao Tesouro.
A resistência do Departamento do Tesouro é reforçada por preocupações sobre os impactos que as sanções poderiam ter nas eleições de 2026 no Brasil. A avaliação de alguns membros da Casa Branca é que essa ação poderia unir forças contra candidatos associados ao bolsonarismo e ao trumpismo. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que a iniciativa está em discussão, afirmando que há uma “grande possibilidade” de que as sanções sejam implementadas.
Eduardo Bolsonaro e seus aliados defendem a medida, argumentando que as ações de Moraes contra as “big techs” no Brasil são uma ameaça à liberdade de expressão. Contudo, a divisão interna no governo americano sobre a proposta pode atrasar ou até inviabilizar a sua implementação.
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