- A Justiça de São Paulo afastou os policiais da Rota, Marcus Augusto Costa Mendes e Robson Santos Barreto, por noventa dias.
- O afastamento ocorre enquanto eles são investigados por homicídio relacionado à morte do policial civil Rafael Moura da Silva.
- A juíza Isabel Begalli Rodriguez considerou o afastamento necessário após os disparos que atingiram Rafael e outro colega, Marcos Santos de Sousa.
- O sargento Marcus confundiu Rafael com um criminoso e disparou quatro vezes, sem realizar abordagem prévia.
- O caso, que era investigado como tentativa de homicídio, agora é tratado como homicídio, e câmeras corporais dos policiais estão sendo analisadas.
A Justiça de São Paulo decidiu afastar os policiais da Rota, Marcus Augusto Costa Mendes e Robson Santos Barreto, por 90 dias, enquanto são investigados por homicídio. A medida se dá após a morte do policial civil Rafael Moura da Silva, ocorrida durante uma ação no Campo Limpo, na zona sul da capital.
A juíza Isabel Begalli Rodriguez atendeu ao pedido da polícia, considerando o afastamento “necessário e adequado”. Segundo a decisão, Marcus teria disparado contra Rafael e outro colega, Marcos Santos de Sousa, que também se feriu. Ambos estavam em diligência oficial e devidamente identificados.
Circunstâncias do Incidente
O sargento Marcus, ao entrar em um beco, confundiu Rafael, que portava uma arma, com um criminoso e efetuou quatro disparos. Ele só parou ao ouvir gritos de identificação. O investigador Marcos relatou que não houve qualquer abordagem antes dos tiros. A dupla da Rota não sabia da presença dos policiais civis no local.
A juíza destacou que Robson, embora não tenha disparado, já havia se envolvido em outro caso com Marcus que resultou em morte. Isso levanta preocupações sobre um padrão de conduta arriscada, colocando em risco a segurança da população.
Investigação em Andamento
O caso, inicialmente registrado como tentativa de homicídio, agora é investigado por homicídio. A Secretaria da Segurança Pública lamentou a morte de Rafael e afirmou que o caso segue sob investigação. Câmeras corporais dos PMs estão sendo analisadas para esclarecer os fatos.
O delegado investiga se houve erro de tipo permissivo ou legítima defesa putativa por parte de Marcus. O inquérito poderá revelar a presença ou ausência de elementos de culpa. O espaço permanece aberto para manifestações das defesas dos policiais envolvidos.
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