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Líder da UE critica nova Lei Ambiental como um retrocesso global significativo

A nova Lei de Licenciamento Ambiental no Brasil gera temor sobre o aumento do desmatamento e pode complicar acordos comerciais com a União Europeia.

Bandeiras são vistas do lado de fora do Parlamento Europeu na França (Foto: FREDERICK FLORIN / AFP)
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  • A deputada europeia Anna Cavazzini criticou a nova Lei de Licenciamento Ambiental aprovada no Brasil em 25 de outubro.
  • A legislação pode acelerar o desmatamento e afetar as negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia.
  • A Câmara dos Deputados aprovou o projeto com 267 votos a favor e 116 contra, aguardando a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Cavazzini afirmou que a aprovação é um “dia sombrio” para comunidades indígenas e para a luta contra crises climáticas e de biodiversidade.
  • A nova lei levanta dúvidas sobre a viabilidade do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que já enfrentou obstáculos nos últimos anos.

A deputada europeia Anna Cavazzini criticou a aprovação da nova Lei de Licenciamento Ambiental no Brasil, ocorrida na madrugada desta quarta-feira, 25 de outubro, no Congresso Nacional. A parlamentar, que é vice-presidente da Delegação do Brasil no Parlamento Europeu, expressou preocupação de que a nova legislação possa acelerar o desmatamento e comprometer as negociações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia.

Com 267 votos a favor e 116 contra, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que estabelece novas regras para o licenciamento ambiental. O texto agora aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cavazzini afirmou que a aprovação representa um “dia sombrio” para as comunidades indígenas e para a luta global contra as crises climática e de biodiversidade. Ela destacou que essa decisão pode prejudicar a posição do Brasil como líder nas discussões sobre mudanças climáticas, especialmente com a conferência internacional sobre o clima programada para ocorrer em Belém.

Impactos nas Relações Comerciais

A deputada enfatizou que, diante do desmonte das políticas ambientais no Brasil, as leis da UE se tornam ainda mais relevantes. “Os cidadãos europeus querem produtos livres de desmatamento”, afirmou, ressaltando que todos os exportadores para a UE deverão seguir essas normas. O temor entre diplomatas é que a nova lei comprometa os esforços para finalizar o acordo comercial entre Mercosul e UE, que já enfrentou obstáculos significativos nos últimos anos.

Sob o governo anterior de Jair Bolsonaro, as negociações foram interrompidas, mas com a volta de Lula ao poder, houve uma expectativa de retomada. Contudo, o veto da França em 2023 impediu a conclusão do tratado. A nova legislação aprovada agora levanta dúvidas sobre a viabilidade desse acordo, que é visto como crucial para a abertura de novos mercados para o Brasil, especialmente em um cenário de tensões comerciais globais.

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