- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em entrevista à CNN Internacional, realizada em dezessete de outubro.
- Lula afirmou que Netanyahu “não respeita ninguém” e questionou a inação da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação à guerra na Faixa de Gaza.
- O presidente brasileiro destacou a necessidade de um cessar-fogo, mencionando que pedidos internacionais têm sido ignorados.
- Lula também criticou tarifas impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reafirmou que o Brasil não aceitará imposições externas.
- Ele se mostrou aberto a negociações comerciais, afirmando que o Brasil merece respeito e que não deseja romper relações com os Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou novamente o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, durante entrevista à CNN Internacional, realizada nesta quinta-feira (17). Lula afirmou que Netanyahu “não respeita ninguém”, referindo-se à condução da guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro questionou a inação da ONU e destacou a necessidade de um cessar-fogo, afirmando que “todo dia alguém pede cessar-fogo e, no dia seguinte, Netanyahu mata mais mulheres e crianças”.
Lula também criticou as tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e reiterou que o Brasil não aceitará imposições. “O Brasil merece respeito”, disse, enfatizando que o país deve cuidar de seus próprios interesses. Apesar das tensões, Lula se mostrou aberto a negociações comerciais, afirmando que “ninguém quer romper com os Estados Unidos”.
Durante a entrevista, o presidente brasileiro questionou a eficácia do Conselho de Segurança da ONU, indagando sobre as ações tomadas diante da crise no Oriente Médio. Ele mencionou os sucessivos pedidos internacionais de cessar-fogo que foram ignorados por Israel, destacando a necessidade de uma resposta mais contundente da comunidade internacional.
Lula também abordou a relação com Trump, afirmando que o presidente dos EUA “não foi eleito para ser imperador do mundo” e que é fundamental respeitar a soberania brasileira. Ele evitou rotular Trump como um líder de extrema direita, ressaltando a importância do diálogo entre os dois países. O presidente brasileiro reafirmou sua disposição para negociar, mas deixou claro que o Brasil não aceitará pressões externas.
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