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Reconhecimento facial se torna obrigatório e combate cambismo em eventos

Clubes brasileiros enfrentam desafios na implementação de reconhecimento facial em estádios, visando segurança e combate ao cambismo.

Catracas de reconhecimento facial para acesso ao Allianz Parque (Foto: Divulgação/Palmeiras)
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  • A partir de 14 de junho, a Lei Geral do Esporte tornou obrigatório o reconhecimento facial em estádios com mais de 20 mil lugares.
  • Palmeiras e Santos foram os primeiros a implementar a tecnologia, enquanto Corinthians e São Paulo fizeram isso recentemente.
  • O Palmeiras já utilizava o sistema desde maio de 2023, ajudando a identificar cambistas e colaborar com a segurança pública.
  • O Corinthians enfrentou dificuldades na transição de fornecedores e teve a menor presença de público do ano, com 33.847 torcedores.
  • O Santos optou por uma implementação gradual, começando em julho de 2024, destacando a importância do cadastramento prévio dos torcedores.

Os clubes de futebol brasileiros estão implementando sistemas de reconhecimento facial em seus estádios para aumentar a segurança e combater o cambismo. Desde 14 de junho, a Lei Geral do Esporte tornou essa tecnologia obrigatória em arenas com capacidade superior a 20 mil lugares.

O Palmeiras e o Santos foram os pioneiros na adoção desse sistema, enquanto o São Paulo e o Corinthians implementaram recentemente, enfrentando desafios e críticas. O Palmeiras, que já utilizava a tecnologia desde maio de 2023, destacou que o reconhecimento facial ajudou a identificar cambistas que se cadastravam como sócios-torcedores, permitindo a revenda de ingressos a preços elevados. O clube também colabora com as autoridades de segurança pública, contribuindo para a captura de indivíduos procurados.

Desafios e Implementações

O Corinthians, que estreou o sistema no último domingo (13), enfrentou dificuldades na transição de fornecedores e na adaptação do público. O diretor de tecnologia, Marcelo Munhoes, afirmou que, apesar dos desafios, a taxa de problemas foi inferior a 0,5%. No entanto, a presença de público foi a menor do ano, com apenas 33.847 torcedores, abaixo da média habitual de 43.471.

O Santos, por sua vez, optou por uma implementação gradual do reconhecimento facial, iniciando em julho de 2024. O gerente administrativo, Luiz Fernando Vella, ressaltou a importância de um cadastramento prévio e da integração dos sistemas entre clubes, visando facilitar o acesso dos torcedores visitantes e melhorar a segurança.

Benefícios e Expectativas

A adoção do reconhecimento facial promete não apenas aumentar a segurança, mas também melhorar a fluidez no acesso aos estádios. A tecnologia elimina a necessidade de ingressos físicos e combate fraudes nos programas de sócios. Com a implementação, os clubes esperam garantir uma experiência mais segura e eficiente para os torcedores, alinhando-se às exigências da nova legislação.

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