- O ex-presidente Jair Bolsonaro foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações de tentativas de golpe após as eleições de 2022.
- Bolsonaro classificou a medida como “suprema humilhação” e negou qualquer intenção de fuga.
- Ele enfrenta restrições, como a proibição de comunicação com diplomatas estrangeiros e limitações de horário para sair de casa.
- Durante uma coletiva, Bolsonaro criticou as ações da Polícia Federal e chamou as acusações de “golpe de festim”.
- A imposição da tornozeleira gerou repercussão internacional, com preocupações sobre a possibilidade de uma fuga e a expectativa de mais de 40 anos de prisão.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que o investigam por supostas tentativas de golpe após as eleições de 2022. Em entrevista, Bolsonaro descreveu a situação como uma “suprema humilhação”, reiterando que nunca planejou deixar o Brasil ou buscar abrigo em embaixadas.
A medida, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, ocorre em um contexto de crescente pressão judicial. Bolsonaro enfrenta acusações de incitar atos hostis contra o Brasil, o que inclui a proibição de comunicação com diplomatas estrangeiros e restrições de horário para sair de casa. Ele se manifestou sobre as investigações, afirmando que não há provas concretas contra ele e que as acusações são exageradas.
Durante a coletiva, o ex-presidente criticou as ações da Polícia Federal, que realizaram buscas em sua residência e apreenderam cerca de US$ 14 mil. Bolsonaro classificou o inquérito como “político” e as alegações de tentativa de golpe como um “golpe de festim”. Ele também se defendeu das acusações, questionando a validade das provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.
Repercussão Internacional
A imposição da tornozeleira eletrônica gerou repercussão internacional. O jornal francês Le Figaro destacou que a medida representa um marco em um dos julgamentos mais controversos da história recente do Brasil. O The Guardian levantou preocupações sobre uma possível tentativa de fuga de Bolsonaro, que pode enfrentar mais de 40 anos de prisão.
Bolsonaro, que já se encontra inelegível até 2030 devido à propagação de desinformação sobre as urnas eletrônicas, continua a se posicionar como candidato da direita para as eleições de 2026. A situação atual reflete um momento crítico na política brasileira, com desdobramentos que podem impactar o futuro do ex-presidente e suas atividades políticas.
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