- O governador Cláudio Castro (PL) está em Brasília buscando apoio para sua candidatura ao Senado.
- A crise na direita do Rio de Janeiro aumentou após a exoneração de Washington Reis (MDB) pelo presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União).
- Castro se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para discutir sua situação.
- Jair Bolsonaro está reestruturando a direita fluminense, priorizando candidatos mais alinhados à sua ideologia.
- Castro considera formar uma federação com o PP e o União Brasil como plano B, caso sua relação com Bolsonaro se deteriore.
O governador Cláudio Castro (PL) está em Brasília buscando apoio para sua candidatura ao Senado, após tensões internas na direita do Rio de Janeiro. A crise se intensificou com a exoneração de Washington Reis (MDB) pelo presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), que gerou descontentamento entre aliados de Bolsonaro.
Castro se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para discutir sua situação política. O ex-presidente Jair Bolsonaro tem promovido uma reestruturação na direita fluminense, priorizando candidatos mais alinhados à sua ideologia e afastando figuras menos identificadas com seu projeto.
A situação de Castro é delicada, pois sua candidatura está ameaçada pela movimentação de Bolsonaro, que já ventilou a possibilidade de apoiar outros nomes, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, reafirmou que os candidatos de Bolsonaro ao Senado são Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro, desconsiderando outros nomes.
Em busca de alternativas, Castro considera a formação de uma federação com o PP e o União Brasil como um plano B. Essa estratégia pode ser necessária caso a relação com Bolsonaro se deteriore ainda mais até as eleições. O governador é visto como um aliado das Cortes superiores, o que gera desconfiança em relação à sua capacidade de implementar a agenda radical desejada por Bolsonaro.
Com duas cadeiras em disputa no Senado, Castro acredita que pode se viabilizar mesmo com uma avaliação negativa. Ele conta com o apoio de prefeitos e a força da máquina estadual, enquanto Flávio Bolsonaro busca atrair o voto ideológico do bolsonarismo. A disputa se intensifica em um cenário onde a política fluminense se mostra cada vez mais polarizada e imprevisível.
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