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Ceagesp é acusada de pagar bônus indevido e inflar lucro de gestão em SP

CGU revela falhas graves na Ceagesp, com R$ 51 milhões em registros incorretos e omissão de passivos atuariais, comprometendo a gestão.

Coronel Mello Araujo (PL), vice-prefeito de São Paulo, na Ceagesp, no primeiro dia da campanha eleitoral de 2024 (Foto: Eduardo Knapp - 16.ago.2024/Folhapress)
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  • A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou falhas graves nos controles internos da Ceagesp entre 2020 e 2023, durante a gestão do coronel Mello Araújo.
  • A auditoria revelou um registro incorreto de R$ 51 milhões e a omissão de passivos atuariais, resultando em lucros artificiais e pagamentos indevidos.
  • A contabilização errônea de R$ 51 milhões, referentes a imunidade tributária de IPTU, inflou o lucro de 2022 em cerca de R$ 19 milhões.
  • A CGU constatou que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi de R$ 2 milhões, enquanto o valor correto deveria ser R$ 882 mil.
  • Mello Araújo defendeu sua gestão, afirmando que a Ceagesp possui auditorias interna e externa e que todos os atos foram analisados por órgãos competentes.

A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou falhas graves nos controles internos da Ceagesp entre 2020 e 2023, durante a gestão do coronel Mello Araújo. A auditoria revelou um registro incorreto de R$ 51 milhões e a omissão de passivos atuariais, resultando em lucros artificiais e pagamentos indevidos.

Entre os problemas identificados, destaca-se a contabilização errônea de R$ 51 milhões provenientes de imunidade tributária de IPTU, que deveriam ser devolvidos a permissionários. Essa distorção inflou o lucro de 2022 em cerca de R$ 19 milhões. A CGU também constatou que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi de R$ 2 milhões, enquanto o valor correto seria R$ 882 mil.

Irregularidades e Consequências

A CGU apurou que, de 2019 a 2022, a Ceagesp arrecadou aproximadamente R$ 29 milhões dos permissionários para o pagamento de IPTU, mas utilizou esses recursos para outros fins. As falhas comprometem a fidedignidade das demonstrações financeiras, segundo o relatório.

Outro ponto crítico foi a omissão de passivos atuariais, incluindo R$ 98 milhões em benefícios de assistência médica e mais de R$ 10 milhões em complementos de renda para ex-servidores. A CGU enfatizou a necessidade urgente de melhorias nos controles internos e na gestão contábil da Ceagesp.

Resposta da Gestão

Mello Araújo defendeu sua gestão, afirmando que a Ceagesp possui auditorias interna e externa. Ele alegou que todos os atos foram analisados por órgãos competentes e que a atual gestão ainda não teve suas contas aprovadas. A CGU, por sua vez, pode encaminhar as informações a outras instâncias para apuração de responsabilidades.

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