- Cerca de 250 venezuelanos deportados pelos Estados Unidos para El Salvador em março devem retornar a Caracas nesta sexta-feira.
- O acordo envolve a libertação de prisioneiros políticos e cidadãos americanos detidos na Venezuela.
- O governo de El Salvador, liderado por Nayib Bukele, facilitou as negociações, afirmando não ter jurisdição sobre os deportados.
- Aproximadamente 8 mil venezuelanos foram deportados pelos EUA em 2023, muitos sem antecedentes criminais.
- A troca é vista como uma estratégia do governo venezuelano para melhorar sua imagem e aliviar a pressão interna e internacional.
Cerca de 250 venezuelanos, deportados pelos Estados Unidos para El Salvador em março, devem retornar a Caracas nesta sexta-feira. O acordo, que envolve a libertação de prisioneiros políticos e cidadãos americanos detidos na Venezuela, atende a uma demanda do presidente Nicolás Maduro.
O governo de Nayib Bukele, de El Salvador, havia declarado que não tinha jurisdição sobre os deportados, facilitando as negociações entre autoridades venezuelanas e americanas. Funcionários do Ministério da Informação da Venezuela não comentaram sobre o retorno, mas convocaram a imprensa para o aeroporto.
Os EUA deportaram aproximadamente 8 mil venezuelanos em 2023, muitos sem antecedentes criminais. A troca de deportados por prisioneiros políticos é uma estratégia que Maduro tem utilizado para pressionar por mudanças em sua política de detenção. Atualmente, cerca de 950 prisioneiros políticos estão detidos na Venezuela, segundo o grupo de direitos humanos Foro Penal.
Acordo de Troca
O acordo de troca também inclui a libertação de 10 cidadãos americanos que estavam presos na Venezuela. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou a negociação, que foi mediada pelo ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero. A Venezuela, por sua vez, não especificou quais prisioneiros políticos seriam liberados em troca.
Desde a deportação, muitos venezuelanos perderam contato com suas famílias. A situação de um deportado, que foi reintegrado aos EUA por erro judicial, exemplifica as falhas do sistema de deportação. O governo venezuelano tem criticado as deportações, chamando-as de sequestros, e intensificado a repressão a opositores políticos.
Pressão Internacional
A troca de prisioneiros entre El Salvador e Venezuela é vista como uma forma de chantagem por parte de Maduro, que enfrenta crescente pressão interna e internacional. O retorno dos deportados e a libertação de prisioneiros políticos são parte de uma estratégia mais ampla do governo venezuelano para melhorar sua imagem e aliviar a pressão externa.
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