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Ex-presidente da Nuclep é afastado após polêmica com bolsonarista e ganha quarentena remunerada

Carlos Henrique Seixas, ex-presidente da Nuclep, cumprirá quarentena de seis meses após demissão por conflito de interesses com a EBSE Engenharia.

Ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-presidente da Nuclep Carlos Henrique Seixas (Foto: Divulgação)
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  • Carlos Henrique Seixas, ex-presidente da Nuclep, foi demitido após uma foto com o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, que é investigado por suposta trama golpista.
  • Seixas cumprirá uma quarentena remunerada de seis meses devido a um potencial conflito de interesses ao assumir um cargo na EBSE Engenharia de Soluções.
  • A decisão foi tomada pela Comissão de Ética Pública da Presidência (CEP), que analisou a relação entre a EBSE e a Nuclep, onde Seixas teve acesso a informações sensíveis.
  • A relatora do caso, Vera Karam, destacou a preocupação com a interconexão entre as empresas e a futura atuação de Seixas na EBSE.
  • Seixas foi cogitado para assumir a presidência da Eletronuclear após a saída de Raul Lycurgo, levantando questões sobre ética na transição entre cargos públicos e privados.

O ex-presidente da Nuclep, Carlos Henrique Seixas, foi demitido após a divulgação de uma foto com o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, que está sob investigação por suposta trama golpista. Agora, Seixas enfrentará uma quarentena remunerada de seis meses.

A decisão foi tomada pela Comissão de Ética Pública da Presidência (CEP), que avaliou a intenção de Seixas de assumir um cargo na EBSE Engenharia de Soluções. A empresa, que fabrica equipamentos industriais, possui contratos com a Nuclep, levantando preocupações sobre conflito de interesses.

Durante sua gestão na Nuclep, Seixas teve acesso a informações sensíveis, incluindo dados do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha. A relatora do caso, Vera Karam, destacou que a interconexão entre as empresas caracteriza um potencial conflito de interesses. Ela afirmou que a “convergência entre as áreas de competência” de Seixas e sua futura atuação na EBSE é preocupante.

Seixas foi demitido em um momento em que seu nome era cogitado para assumir a Eletronuclear, após a saída de Raul Lycurgo da presidência. A situação levanta questões sobre a ética na transição entre cargos públicos e privados, especialmente em setores estratégicos para a soberania nacional.

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