- Igi Lola Ayedun, fundadora da galeria HOA, denunciou a Almeida & Dale por tentativa de reintegração de posse do imóvel na Barra Funda, em São Paulo.
- A Almeida & Dale alega que a HOA não pagou aluguéis e IPTU, acumulando uma dívida de cerca de R$ 800 mil.
- A HOA ocupa um galpão alugado até 2027 e Ayedun afirma ter investido R$ 1 milhão em melhorias no espaço.
- Ayedun também solicita a repatriação de obras da HOA que estão na Europa, enquanto a Almeida & Dale afirma que essa responsabilidade é da HOA.
- A parceria entre as galerias, iniciada em 2022, deteriorou-se devido a desentendimentos sobre condições financeiras e acordos.
Igi Lola Ayedun, fundadora da HOA, uma galeria que destaca artistas não brancos e LGBTQIA+, denunciou a Almeida & Dale por tentativa de reintegração de posse do imóvel que ocupa na Barra Funda, em São Paulo. A situação se agravou após a Almeida & Dale, uma das mais influentes do Brasil, entrar com um processo judicial para reaver o espaço, alegando que a HOA não quitou aluguéis e IPTU.
A disputa gira em torno de um galpão alugado pela Almeida & Dale, que cedeu o local à HOA até 2027. Segundo a Almeida & Dale, o aluguel de R$ 40 mil mensais não foi pago desde o ano passado, acumulando uma dívida de cerca de R$ 800 mil. Por outro lado, Ayedun afirma que investiu cerca de R$ 1 milhão em melhorias no imóvel e na programação da galeria.
Conflito de Interesses
Ayedun também reivindica a repatriação de obras da HOA que estão na Europa, onde foram expostas em feiras internacionais. A Almeida & Dale, por sua vez, argumenta que a responsabilidade pela repatriação é da HOA, que teria solicitado que as obras ficassem temporariamente com a galeria.
A parceria entre as duas galerias, iniciada em 2022, começou a se deteriorar no ano passado, quando a Almeida & Dale teria imposto condições que Ayedun considerou inaceitáveis. A Almeida & Dale nega qualquer imposição e afirma que a HOA não cumpriu acordos financeiros, levando ao rompimento da colaboração.
A situação continua a se desenrolar nos tribunais, enquanto o meio artístico observa atentamente os desdobramentos desse conflito que envolve questões de propriedade, investimento e a dinâmica de parcerias no cenário cultural brasileiro.
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