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Moradores do Bairro Peixoto temem por corte de vegetação em terreno abandonado há 35 anos

Moradores temem riscos estruturais e ambientais após desmatamento irregular em terreno embargado no Bairro Peixoto, em Copacabana.

Terreno em área de proteção ambiental em Copacabana é invadido, árvores começam a ser cortadas sexta-feira (18). (Foto: Divulgação)
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  • Um terreno no Bairro Peixoto, em Copacabana, está embargado desde mil novecentos e oitenta e nove devido a riscos estruturais para prédios vizinhos.
  • Recentemente, a vegetação do local começou a ser removida sem autorização, gerando preocupação entre os moradores.
  • A empresa Chronos Administradora LTDA é apontada como proprietária, mas não apresentou documentos de propriedade ou licenciamento ambiental após notificação do Ministério Público.
  • A área é sensível e sobreposta por três Áreas de Proteção Ambiental (APAs), e o desmatamento já afeta espécies silvestres e árvores frutíferas.
  • Denúncias foram encaminhadas à prefeitura, à Polícia Militar, ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e ao Ministério Público, mas nenhuma ação efetiva foi tomada até o momento.

Um terreno no Bairro Peixoto, em Copacabana, está sob embargos desde 1989 devido a riscos estruturais para prédios vizinhos. Recentemente, a vegetação do local começou a ser removida sem autorização, gerando preocupação entre os moradores. A ocupação no número 285 da Rua Santa Clara, que já era monitorada há três meses, avança sem que os responsáveis apresentem documentação oficial.

Moradores relatam que homens invadiram o terreno, arrombaram o cadeado do portão e instalaram uma cabine de segurança. A empresa Chronos Administradora LTDA é apontada como proprietária do espaço, mas não apresentou documentos de propriedade ou licenciamento ambiental, mesmo após notificação pelo Ministério Público. Rodrigo Pinto, morador do prédio 281, afirma que a associação de moradores tentou contato com a empresa, mas a resposta foi tardia e sem clareza.

A área, que estava desocupada há três décadas, é considerada sensível, sobreposta por três Áreas de Proteção Ambiental (APAs). O desmatamento já afeta espécies silvestres e árvores frutíferas, como mangueiras e jabuticabeiras, além de exemplares de grande porte. Licínio Rogério, diretor de meio ambiente da associação Oásis, alerta para o risco de nova interdição dos prédios vizinhos, caso haja rachaduras ou deslocamentos.

As denúncias foram encaminhadas à prefeitura, à Polícia Militar, ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e ao Ministério Público, mas até o momento, nenhuma ação efetiva foi tomada. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que o imóvel é privado e que a instalação de uma guarita provisória está dentro dos limites do lote. A Secretaria de Meio Ambiente e Clima (Smac) afirmou que enviará a Patrulha Ambiental ao local para verificar possíveis danos.

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