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Moraes acusa Bolsonaro e Eduardo por aumento de tarifas inspirado em Trump

Jair Bolsonaro enfrenta novas restrições, incluindo tornozeleira eletrônica, para evitar riscos de fuga durante investigações sobre obstrução da Justiça.

Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro cumprirá novas medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • As restrições incluem o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de contato com embaixadores e autoridades estrangeiras.
  • As medidas visam evitar riscos de fuga e coação durante investigações sobre possíveis tentativas de influenciar sanções contra autoridades brasileiras.
  • O passaporte de Bolsonaro foi retido em fevereiro de 2024, e buscas em sua residência resultaram na apreensão de dólares e um celular.
  • Aliados criticaram as medidas, mas elas são consideradas alternativas à prisão preventiva, dada a gravidade das acusações.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro passará a cumprir novas medidas cautelares. As restrições incluem o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno, além da proibição de contato com embaixadores e autoridades estrangeiras. As medidas foram anunciadas nesta sexta-feira, 18 de julho, e visam evitar riscos de fuga e coação durante as investigações.

As investigações apuram se Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, tentaram influenciar sanções contra autoridades brasileiras. Moraes destacou que há indícios de que ambos atuaram para obter apoio de autoridades dos Estados Unidos, o que poderia configurar crimes como coação no curso do processo e obstrução de Justiça. A decisão se baseou em um parecer da Procuradoria-Geral da República, que apontou a necessidade das medidas devido ao risco de fuga.

Além das novas restrições, o passaporte de Bolsonaro foi retido em fevereiro de 2024, e buscas em sua residência e escritório resultaram na apreensão de dólares e um celular. A Polícia Federal argumenta que a liberdade do ex-presidente representa um risco à aplicação da lei penal, especialmente após declarações de apoio de Donald Trump, que poderiam facilitar um pedido de asilo.

Aliados de Bolsonaro criticaram as medidas, alegando que ele foi “preso sem condenação”. No entanto, as restrições são vistas como alternativas à prisão preventiva, dada a gravidade das acusações. A situação continua a se desdobrar, com implicações significativas para o futuro político da família Bolsonaro.

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