- Barbara Guggenheim processou Abigail Asher, acusando-a de desviar $ 20,5 milhões em comissões.
- Asher respondeu com uma contra-ação, alegando que Guggenheim também desviou fundos e a assediou.
- O caso, iniciado em agosto de 2023, revela uma crise de governança na consultoria de arte, setor pouco regulamentado.
- As alegações incluem uso indevido de fundos para despesas pessoais e pressão para relacionamentos inapropriados com clientes.
- A dissolução da Guggenheim Asher Associates (GAA) levanta questões sobre a ética e a supervisão na indústria de consultoria de arte.
A disputa legal entre Barbara Guggenheim e Abigail Asher, ex-parceiras da Guggenheim Asher Associates (GAA), está agitando o mundo da arte. Guggenheim processou Asher, acusando-a de desviar US$ 20,5 milhões em comissões. Em resposta, Asher contra-atacou, alegando que Guggenheim também desviou fundos e a assediou.
O caso, que começou em agosto de 2023, expõe uma crise de governança na consultoria de arte, uma área notoriamente pouco regulamentada. Sylvain Levy, colecionador e ex-parceiro de um renomado negociante de arte, afirmou que a dissolução da GAA representa um momento de reflexão para uma indústria que opera com base na confiança e na discrição.
As alegações são graves. Guggenheim afirma que Asher usou os fundos desviados para despesas pessoais, enquanto Asher a acusa de ter desviado dinheiro para cobrir custos pessoais, incluindo funerais e viagens de luxo. Além disso, Asher alega que Guggenheim a pressionou a se envolver com clientes de forma inapropriada, incluindo um relacionamento com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
A reputação da GAA, que era vista como um pilar da ética na consultoria de arte, está em jogo. Ambas as mulheres eram membros da Associação de Consultores de Arte Profissionais (APAA), que promove padrões éticos na profissão. Contudo, especialistas como Maria Brito alertam que, mesmo organizações como a APAA não podem prevenir fraudes ou violações éticas.
A situação se agrava em um contexto onde a confiança na consultoria de arte já foi abalada por casos anteriores, como o de Lisa Schiff, que foi condenada por um esquema fraudulento. A dissolução da GAA levanta questões sobre a estrutura e a governança do setor, com membros da APAA reconhecendo a necessidade de maior vigilância e padrões mais rigorosos.
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