- Um policial civil foi baleado por um sargento da Rota durante uma operação na favela do Fogaréu, em São Paulo.
- O investigador Rafael Moura da Silva, de 38 anos, foi atingido no tórax e socorrido ao Hospital das Clínicas, onde faleceu dias depois.
- O incidente ocorreu em 11 de agosto, durante uma ação do 3° Cerco, que visa combater o crime organizado.
- O sargento Marcus Augusto Costa Mendes disparou quatro vezes ao ver um homem armado, sem saber da presença dos policiais civis.
- O governo estadual investiga as circunstâncias do atendimento e a decisão de não levar Silva a um hospital mais próximo.
Um policial civil foi baleado por um sargento da Rota durante uma operação na favela do Fogaréu, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. O investigador Rafael Moura da Silva, de 38 anos, foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, onde faleceu dias depois, gerando questionamentos sobre o atendimento.
O incidente ocorreu na última sexta-feira, 11 de agosto, quando Silva participava de uma ação do 3° Cerco, que busca combater o crime organizado. Durante a operação, ele e outro policial civil entraram em um beco e se depararam com agentes da Rota. O sargento Marcus Augusto Costa Mendes, ao ver um homem armado, disparou quatro vezes, atingindo Silva no tórax.
Após os primeiros atendimentos realizados pelos próprios policiais da Rota, Silva foi transportado em uma viatura por cerca de 20 km até o hospital. O governo estadual não esclareceu por que o policial não foi levado a uma unidade mais próxima e se os serviços de emergência, como o Samu ou o Corpo de Bombeiros, foram acionados. A gestão de Tarcísio de Freitas afirmou que as circunstâncias estão sendo apuradas por inquéritos da Polícia Militar e do 37º Distrito Policial.
Silva chegou ao hospital consciente, mas em estado grave, e faleceu na quarta-feira, 16 de agosto. O delegado Antonio Giovanni Almeida Neto, que investiga o caso, inicialmente considerou que os PMs agiram em legítima defesa, afirmando que ambos os grupos desconheciam a presença um do outro na favela. O Sintelpol, sindicato dos policiais, aguarda o desfecho do inquérito e elogiou a atuação dos envolvidos, destacando a ausência de revide aos disparos.
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