- O General Nhlanhla Mkhwanazi fez acusações contra o Ministro da Polícia, Senzo Mchunu, alegando ligações com o crime organizado.
- Mkhwanazi criticou o fechamento de uma unidade de investigação de assassinatos políticos, destacando a descoberta de um cartel de drogas.
- A confiança pública na polícia da África do Sul está em apenas 22%, segundo pesquisa da Human Sciences Research Council.
- O movimento #HandsoffNhlanhlaMkhwanazi ganhou apoio nas redes sociais, refletindo a popularidade do general.
- Firoz Cachalia assumirá o cargo de ministro da polícia e reconheceu que as alegações de Mkhwanazi, se verdadeiras, podem justificar suas ações.
A crise de confiança na polícia da África do Sul se intensificou após acusações do General Nhlanhla Mkhwanazi contra o Ministro da Polícia, Senzo Mchunu. Em uma coletiva de imprensa, Mkhwanazi alegou que Mchunu possui ligações com grupos de crime organizado e criticou o fechamento de uma unidade de investigação de assassinatos políticos. O evento ocorreu em um cenário dramático, com o general vestido em uniforme militar e cercado por policiais armados.
Mkhwanazi, que é o comissário de polícia em KwaZulu-Natal, afirmou que a desativação da unidade investigativa ocorreu após a descoberta de um cartel de drogas com conexões em setores como negócios, sistema prisional e judiciário. Ele declarou que está em “modo de combate” e que não recuará na luta contra a criminalidade. A situação é alarmante, com a confiança pública na polícia em um nível recorde de apenas 22%, segundo pesquisa da Human Sciences Research Council.
As reações foram rápidas. Mchunu desqualificou as acusações como “infundadas”, mas a população se manifestou em apoio a Mkhwanazi, que já é visto como um herói por sua postura firme contra a corrupção. O movimento #HandsoffNhlanhlaMkhwanazi se tornou tendência nas redes sociais, refletindo o apoio popular ao general.
Mkhwanazi já havia se destacado anteriormente ao suspender Richard Mdluli, chefe de inteligência corrupto, em 2012. Sua coragem em enfrentar a corrupção dentro da polícia é reconhecida, embora tenha enfrentado pressões políticas significativas. Após um período de obscuridade, ele retornou ao cargo em 2018 e agora se vê novamente no centro de uma controvérsia que pode definir sua carreira.
Com a saída de Mchunu, Firoz Cachalia assumirá o cargo de ministro da polícia. Ele reconheceu que as alegações de Mkhwanazi são incomuns, mas se verdadeiras, podem justificar suas ações. O futuro do general está em jogo, pois ele precisa comprovar suas acusações para manter sua credibilidade e posição.
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