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Racismo impacta oportunidades de emprego para jovens em Niterói e São Gonçalo

Pesquisa revela queda acentuada da população jovem em Niterói e São Gonçalo, com desemprego elevado, especialmente entre jovens negros.

Carteira de trabalho: o estudo aponta que o índice de desemprego para a juventude em Niterói hoje é 12 pontos percentuais maior do que o índice de desemprego no Brasil (Foto: Marcelo Casal Jr./Ag. Brasil)
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  • A pesquisa “A incidência do racismo sobre a empregabilidade da juventude em Niterói e São Gonçalo” foi lançada pela Bem TV, com apoio do Ministério da Igualdade Racial.
  • O estudo revela uma queda significativa na população jovem desses municípios, com Niterói passando de cerca de 114 mil jovens em 2010 para menos de 90 mil em 2022.
  • Em São Gonçalo, a redução da juventude é de quase 40% em relação ao esperado.
  • A taxa de desemprego entre jovens em Niterói é superior à média do estado do Rio de Janeiro e mais que o dobro da média nacional. Em São Gonçalo, a desocupação juvenil é oito pontos percentuais maior que a média nacional.
  • A pesquisa destaca desigualdade entre jovens brancos e negros, com os últimos predominando em trabalhos precários, como os que dependem de aplicativos digitais.

Lançada recentemente pela Bem TV, a pesquisa “A incidência do racismo sobre a empregabilidade da juventude em Niterói e São Gonçalo” revela uma queda alarmante na população jovem desses municípios. O estudo, realizado com apoio do Ministério da Igualdade Racial, aponta que a falta de oportunidades é uma das principais causas da evasão juvenil.

Os dados, coletados a partir dos últimos censos do IBGE, mostram que em 2010 Niterói contava com cerca de 114 mil jovens entre 15 e 29 anos, enquanto em 2022 esse número caiu para menos de 90 mil. Em São Gonçalo, a situação é ainda mais crítica, com a juventude reduzida em quase 40% em relação ao que seria esperado.

A pesquisa destaca que a taxa de desemprego entre os jovens de Niterói é superior à média do estado do Rio de Janeiro e mais que o dobro da média nacional. Em São Gonçalo, a desocupação juvenil é oito pontos percentuais maior do que a média nacional. A coordenadora do estudo, Márcia Côrrea e Castro, enfatiza que a precarização do mercado de trabalho afeta tanto jovens negros quanto brancos, mas de forma desigual.

Desigualdade e Precarização

Os jovens brancos, segundo a pesquisa, ainda mantêm perspectivas de crescimento profissional e melhores salários, enquanto os jovens negros são maioria entre os trabalhadores que dependem de aplicativos digitais. A pesquisa, que entrevistou 1.002 jovens em cada município e realizou grupos focais, revela um cenário preocupante de desigualdade e falta de oportunidades.

A evasão da juventude em Niterói e São Gonçalo é um reflexo da deterioração do mercado de trabalho, que se agrava com a ampliação da precarização. A pesquisa conclui que a situação exige atenção urgente para reverter esse quadro e oferecer melhores condições para a juventude local.

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