- O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro criticou o ex-vice-presidente Hamilton Mourão por não agir diante de ameaças da embaixada da China.
- A crítica ocorreu após Eduardo compartilhar uma foto de Mourão com o embaixador chinês Yan Wanming.
- Eduardo afirmou que, enquanto enfrentava pressões, Mourão “nada fez” e questionou sua capacidade de lidar com questões de soberania nacional.
- Mourão defendeu que a situação envolvendo Jair Bolsonaro é um problema interno e se opôs à interferência dos Estados Unidos.
- A Procuradoria-Geral da República enviou alegações finais ao Supremo Tribunal Federal, reforçando acusações contra Bolsonaro por liderar uma organização criminosa.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) por sua suposta inação em relação a ameaças da embaixada da China. A declaração ocorreu no último sábado, 19, após Eduardo compartilhar uma foto de Mourão com o embaixador chinês Yan Wanming, destacando que, durante o período em que recebeu ameaças, Mourão não tomou nenhuma atitude.
Eduardo afirmou que, enquanto enfrentava pressões da embaixada, Mourão “nada fez”. O deputado, que busca apoio nos Estados Unidos para sanções contra o Brasil, questionou a capacidade de Mourão em lidar com questões de soberania nacional. A crítica surge em um contexto em que Mourão defende que o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro é um problema interno e que não aceita interferências externas, especialmente dos EUA.
Em uma audiência da Comissão de Relações Exteriores, Mourão reiterou que a situação envolvendo Bolsonaro deve ser resolvida pelos brasileiros. Ele se opôs à intervenção do ex-presidente Donald Trump, que, ao anunciar tarifas sobre produtos brasileiros, alegou haver uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Mourão enfatizou que a injustiça, se existente, deve ser tratada internamente.
A Procuradoria-Geral da República enviou recentemente suas alegações finais ao STF, reforçando as acusações de que Bolsonaro liderou uma organização criminosa. A tensão entre Eduardo e Mourão reflete divisões dentro do campo político brasileiro, especialmente em relação à postura frente a pressões internacionais e à soberania nacional.
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