- O governo brasileiro lançou a plataforma oficial de hospedagens para a COP30 em Belém, após atraso.
- A oferta inicial é restrita a 98 países menos desenvolvidos e insulares, com diárias de até US$ 220.
- Nações da América Latina criticaram a falta de prioridade para a região anfitriã do evento.
- O Brasil contratou dois navios para hospedagem temporária, com capacidade para até seis mil leitos.
- O compromisso é disponibilizar mais de 29 mil quartos e 55 mil leitos, principalmente por meio de aluguéis de curto prazo.
O governo brasileiro lançou a plataforma oficial de hospedagens para a COP30 em Belém, após um atraso significativo. Inicialmente, a oferta de acomodações é restrita a 98 países menos desenvolvidos e insulares, com diárias que podem chegar a US$ 220. Essa decisão gerou descontentamento entre nações da América Latina, que criticaram a falta de prioridade para a região anfitriã da conferência.
Delegados de países latino-americanos expressaram insatisfação em conversas reservadas, apontando que a escolha de priorizar apenas um grupo específico de nações não contempla as necessidades da região que receberá o evento. A organização da COP ainda não divulgou quando o acesso será liberado para outros países, e as delegações serão consultadas por meio da ONU para mediar a oferta.
Além da plataforma, o governo brasileiro contratou dois navios como unidades temporárias de hospedagem, que oferecem 3,9 mil cabines e capacidade para até 6 mil leitos. O compromisso do Brasil é disponibilizar mais de 29 mil quartos e 55 mil leitos, principalmente por meio de aluguéis de curto prazo. Durante uma pré-COP em Bonn, na Alemanha, o Brasil enfrentou críticas sobre a escassez de opções de hospedagem e os preços elevados, reforçando a urgência de soluções adequadas para os participantes do evento.
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