- O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está sob investigação por tentativas de golpe de Estado após as eleições de 2022.
- Cid foi preso em maio de 2023 e, embora tenha se oferecido para colaborar com a justiça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não recomenda benefícios, alegando que ele tentou proteger outros acusados e vazou informações sigilosas.
- Faltando dias para o fim do governo Bolsonaro, Cid foi aconselhado a se autoexilar nos Estados Unidos, onde sua família já se encontra.
- Após sua prisão, ele buscou um acordo de delação premiada, mas a PGR argumenta que ele não merece privilégios, podendo ter apenas uma redução de pena.
- Cid admitiu ter suavizado acusações contra o general Walter Braga Netto e criticou a Polícia Federal, alegando distorções em seus depoimentos.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está no centro de investigações sobre tentativas de golpe de Estado após as eleições de 2022. Cid foi preso em maio de 2023 e, embora tenha concordado em colaborar com a justiça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não recomenda benefícios, alegando que ele tentou proteger outros acusados e vazou informações sigilosas.
Faltando poucos dias para o fim do governo Bolsonaro, Cid foi aconselhado a se autoexilar nos Estados Unidos. Na época, seu pai, o general Mauro Lourena Cid, chefiava a Apex, e seu irmão residia na Califórnia. Apesar das alegações de que sua família e carreira no Brasil o impediam de partir, as investigações revelaram que ele estava envolvido em articulações golpistas até o último dia de 2022.
Colaboração e Consequências
Após sua prisão, Cid buscou um acordo de delação premiada, que poderia lhe garantir benefícios como a redução da pena. Contudo, a PGR argumenta que ele não merece tais privilégios. Cid admitiu ter suavizado acusações contra o general Walter Braga Netto e criticou a Polícia Federal, alegando que seus depoimentos foram distorcidos. Além disso, ele vazou detalhes de oitivas sigilosas em um chat do Instagram.
Recentemente, a PGR protocolou um documento em que sugere que Cid não deve receber os benefícios desejados. Na melhor das hipóteses, ele pode ter uma redução de um terço da pena, mas é improvável que cumpra apenas dois anos de prisão, como esperava. A situação de Cid se complica ainda mais com a possibilidade de um plano de fuga, já que sua família deixou o Brasil em direção a Los Angeles.
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