- Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram uma manifestação em Brasília no dia 20 de julho, em protesto contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-mandatário.
- As medidas restritivas incluem proibição de uso de redes sociais e saídas noturnas.
- O ato teve baixa adesão, evidenciando dificuldades na mobilização do grupo.
- O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro articula sanções dos Estados Unidos contra o Brasil, em resposta ao julgamento de seu pai.
- O Partido Liberal (PL) realizará uma reunião para discutir formas de intensificar os protestos em defesa de Bolsonaro.
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizaram uma manifestação em Brasília neste domingo, 20, em protesto contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-mandatário. As medidas restritivas incluem também a proibição de uso de redes sociais e saídas noturnas.
O ato, no entanto, teve baixa adesão, refletindo a dificuldade do grupo em mobilizar apoio. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está articulando sanções dos Estados Unidos contra o Brasil, em resposta ao julgamento de seu pai, que é acusado de envolvimento em uma trama golpista. Nesta segunda-feira, 21, o PL realizará uma reunião para discutir formas de intensificar os protestos em defesa de Bolsonaro.
Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, anunciou que parlamentares interromperão o recesso para apoiar a causa. Apesar da fraca participação no ato, ele compartilhou imagens nas redes sociais, afirmando que “o Brasil acordou”. As manifestações visam reforçar a narrativa de que Bolsonaro é alvo de perseguição política, uma ideia que tem encontrado resistência em setores mais amplos da sociedade.
Repercussões Internacionais
A situação ganhou repercussão internacional, com Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro da Itália, comentando sobre a situação de Bolsonaro e outros líderes considerados injustiçados. Eduardo Bolsonaro apoiou a declaração, enfatizando a necessidade de união contra o que considera tirania da extrema-esquerda.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, não aplicou sanções específicas contra o STF, mas impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, gerando tensões entre os bolsonaristas. A crise econômica resultante levou a divisões internas, com figuras como Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, buscando soluções que não incluam a anistia a Bolsonaro.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a retórica bolsonarista e alertou sobre os ataques à democracia, ressaltando que a extrema-direita está em ascensão em vários países. Ela defendeu a importância do diálogo e do fortalecimento da democracia em nível global.
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