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Colombianos treinam narcotraficantes mexicanos e revelam sua brutalidade

Exmilitares colombianos se juntam a cartéis em Michoacán, intensificando a violência e elevando o uso de armamento militar na região.

Foto: Reprodução
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  • Exmilitares colombianos estão sendo recrutados por cartéis mexicanos, como o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), para treinar sicários e fabricar explosivos em Michoacán.
  • A presença desses mercenários tem aumentado a letalidade da violência na região, com relatos de uso de drones e explosivos.
  • Em 2019, o México registrou uma média de noventa e quatro assassinatos diários, com mais de oitenta homicídios por dia em 2022.
  • Um ataque recente com explosivos resultou na morte de oito soldados mexicanos, levando à prisão de dezessete pessoas, incluindo doze colombianos.
  • O governo mexicano enfrenta dificuldades em conter a entrada desses exmilitares, com apenas mil setecentos barrados desde outubro de dois mil e vinte e dois.

Exmilitares colombianos são recrutados por cartéis mexicanos, aumentando a violência em Michoacán

A presença de exmilitares colombianos no crime organizado mexicano, especialmente em Michoacán, tem se intensificado. Esses mercenários estão sendo contratados por cartéis como o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) para treinar sicários e fabricar explosivos, elevando a letalidade da violência na região.

Lupe Mora, um agricultor de 72 anos, relata que os Viagras, um dos grupos criminosos locais, agora conta com reforços colombianos. Ele menciona que esses mercenários utilizam drones e explosivos, aumentando o terror entre a população. “Estamos pior que antes, com mais balas e extorsões”, afirma Mora, que perdeu seu irmão para a violência do narcotráfico.

As autoridades mexicanas têm registrado a presença de exmilitares colombianos há pelo menos 15 anos, mas o fenômeno se intensificou recentemente. Esses mercenários são recrutados por diversos grupos, incluindo Cartéis Unidos e La Família Michoacana, e são atraídos por salários que podem ultrapassar 2.500 dólares mensais. O recrutamento ocorre principalmente por meio de redes sociais e serviços de mensagens, com a ajuda de agências de viagem.

Aumento da Letalidade

A violência em Michoacán é exacerbada pela utilização de armamento militar, com 74% das armas sendo contrabandeadas dos Estados Unidos. Em 2019, o México registrou uma média de 94 assassinatos diários, e, embora os números tenham se estabilizado, a situação continua crítica, com mais de 80 homicídios por dia em 2022.

Recentemente, um ataque com explosivos resultou na morte de oito soldados mexicanos em Los Reyes, Michoacán. A operação militar que se seguiu levou à prisão de 17 pessoas, incluindo 12 colombianos, a maioria exmilitares. As autoridades locais relatam que esses mercenários são altamente treinados e têm experiência em combate, o que os torna valiosos para os cartéis.

Desafios para as Autoridades

O governo mexicano enfrenta dificuldades em conter a entrada de exmilitares colombianos, com apenas 1.700 sendo barrados desde outubro de 2022. A colaboração entre os governos mexicano e colombiano para combater essa questão tem sido considerada insuficiente. O presidente colombiano, Gustavo Petro, reconheceu a gravidade do mercenarismo, mas a prioridade de seu governo está em lidar com a crescente violência interna.

A situação em Michoacán reflete um cenário de desespero e impunidade, onde a presença de mercenários colombianos está transformando a dinâmica do crime organizado, tornando-a ainda mais letal e complexa.

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