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Jogadoras criticam falta de apoio da Conmebol na Copa América feminina

Conmebol enfrenta críticas severas por estrutura inadequada na Copa América, enquanto Eurocopa feminina se destaca em organização e prêmios.

Marta lamenta oportunidade desperdiçada em jogo do Brasil contra a Bolívia pela Copa América, em Quito, no Equador (Foto: Rodrigo Buendia - 16.jul.25 /AFP)
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  • A seleção brasileira feminina de futebol, liderada por Marta, enfrenta desafios na Copa América, realizada no Equador.
  • Críticas surgiram sobre a estrutura oferecida pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e a escolha do estádio Gonzalo Pozo Ripalda em Quito.
  • Após reclamações, a Conmebol permitirá aquecimento no gramado a partir da terceira rodada, mas outras questões permanecem sem solução.
  • A Eurocopa feminina, que ocorre simultaneamente, é citada como exemplo de melhor estrutura e maior investimento, com prêmios de € 41 milhões, enquanto a Conmebol mantém a premiação da campeã em apenas US$ 1,5 milhão.
  • O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (22), enfrentando o Paraguai às 21h (de Brasília).

A seleção brasileira feminina de futebol, sob a liderança de Marta, enfrenta sérios desafios na Copa América. A competição, realizada no Equador, tem sido marcada por críticas à estrutura oferecida pela Conmebol e à escolha do estádio Gonzalo Pozo Ripalda em Quito. Após reclamações, a entidade anunciou que permitirá aquecimento no gramado a partir da terceira rodada, mas outras questões permanecem sem solução.

As jogadoras, incluindo Marta, expressaram descontentamento com a organização do torneio. A atleta, que pode estar em sua última Copa América, destacou que a estrutura é “precária e desanimadora”. Durante as duas primeiras rodadas, as equipes foram obrigadas a aquecer em vestiários improvisados, o que prejudicou a preparação e o desempenho. Marta lamentou a falta de espaço e a dificuldade de aquecer adequadamente, especialmente considerando a altitude de Quito.

Apesar de vencer os dois primeiros jogos — contra Venezuela (2 a 0) e Bolívia (6 a 0) —, a seleção enfrentou problemas logísticos. A comissão técnica não conseguiu avaliar a atacante Kerolin, que sentiu desconforto muscular antes da partida. Além disso, houve confusão entre jogadoras durante o aquecimento, em um espaço reduzido e inadequado.

Comparação com a Eurocopa

As críticas à Conmebol foram intensificadas pela comparação com a Eurocopa feminina, que ocorre simultaneamente. Kerolin mencionou a diferença de estrutura, audiência e investimento, afirmando que a situação na Copa América é “desanimadora”. Enquanto a Eurocopa atraiu quase meio milhão de torcedores e distribuiu € 41 milhões em prêmios, a Conmebol manteve as premiações inalteradas, com a campeã recebendo apenas US$ 1,5 milhão.

A insatisfação com a organização é evidente entre as jogadoras e a comissão técnica. O treinador Arthur Elias afirmou que não deveriam ter que exigir um padrão mínimo de organização. O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (22), enfrentando o Paraguai às 21h (de Brasília).

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