- Lucas da Silva Santos faleceu após ingerir um bolinho de mandioca que pode ter sido envenenado.
- O principal suspeito é seu padrasto, Ademilson Ferreira dos Santos, que foi preso e indiciado por homicídio.
- A delegada Liliane Lopes Doretto investiga contradições no depoimento de Ademilson, que tentou culpar a tia de Lucas.
- A investigação também apura possíveis abusos sexuais e motivações passionais relacionadas ao controle sobre Lucas.
- A polícia aguarda laudos periciais para determinar a substância do envenenamento, e o caso segue em investigação no 8º DP de São Bernardo do Campo.
O jovem Lucas da Silva Santos, de 19 anos, faleceu no último domingo, 20, após passar dez dias internado no Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Ele foi hospitalizado após ingerir um bolinho de mandioca que, segundo investigações, pode ter sido envenenado. A prefeitura local confirmou que Lucas estava em estado grave e teve morte encefálica.
O principal suspeito do crime é o padrasto de Lucas, Ademilson Ferreira dos Santos, de 41 anos, que foi preso na quarta-feira, 16. A delegada Liliane Lopes Doretto, responsável pela investigação, apontou contradições no depoimento de Ademilson, que inicialmente tentou culpar a tia de Lucas, responsável pela preparação dos bolinhos. A delegada afirmou que Ademilson foi quem entregou os bolinhos e que há evidências que sustentam essa afirmação.
A investigação sugere que o crime pode ter motivações passionais, possivelmente ligadas a ciúmes e controle. Ademilson teria demonstrado comportamento possessivo em relação a Lucas, que planejava mudar de casa devido a um novo emprego. Mensagens trocadas por Ademilson revelaram sua frustração com a situação, incluindo uma em que mencionou ter pensado em matar o enteado.
Motivações e Abusos
Além das contradições, a delegada Doretto também investiga possíveis abusos sexuais cometidos por Ademilson contra Lucas e outros membros da família. Três irmãos de Lucas relataram episódios de abuso durante a infância, o que levanta questões sobre o histórico de comportamento do padrasto.
A polícia aguarda os resultados de laudos periciais que determinarão a substância utilizada no envenenamento do bolinho. O caso está sendo tratado como homicídio, e a investigação continua em andamento no 8º DP de São Bernardo do Campo. A defesa de Ademilson não foi localizada para comentar as acusações.
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