- Na véspera da Reunião de Alto Nível “Democracia Sempre”, líderes da América Latina e Europa assinaram uma carta conjunta em Santiago.
- O documento reafirma o compromisso com a defesa da democracia e critica a interferência externa, especialmente dos Estados Unidos.
- Os presidentes destacam desafios como a erosão das instituições, discursos autoritários e desinformação.
- A carta enfatiza a importância da sociedade civil na proteção da democracia e a necessidade de propostas concretas.
- A reunião reunirá chefes de Estado, representantes da sociedade civil e intelectuais para discutir estratégias de fortalecimento democrático.
Às vésperas da Reunião de Alto Nível “Democracia Sempre”, marcada para segunda-feira, 21, em Santiago, líderes da América Latina e Europa, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinaram uma carta conjunta. O documento, que também conta com as assinaturas de Gabriel Boric (Chile), Pedro Sánchez (Espanha), Yamandú Orsi (Uruguai) e Gustavo Petro (Colômbia), reafirma o compromisso com a defesa da democracia e critica a interferência externa, especialmente dos Estados Unidos.
Os presidentes destacam que a democracia enfrenta grandes desafios, como a erosão das instituições, o avanço de discursos autoritários e a desinformação. A carta enfatiza que não é suficiente apenas falar sobre democracia, mas é necessário fortalecê-la e torná-la significativa para todos os cidadãos. Os líderes afirmam que a história demonstra que a democracia é o melhor caminho para garantir paz e oportunidades.
O manifesto surge em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após a revogação de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal por parte do governo norte-americano. Lula criticou essa ação, considerando-a uma tentativa de intimidação e um desrespeito à soberania brasileira. Embora a carta não mencione diretamente esse episódio, ela reforça a posição dos países signatários contra interferências externas.
Compromisso com a Sociedade Civil
Os líderes também ressaltam a importância da sociedade civil na proteção da democracia. Eles afirmam que defender a democracia em tempos difíceis requer não apenas resistência, mas também propostas concretas. O documento conclui que a defesa da democracia é uma tarefa urgente, que envolve não apenas proteger, mas também avançar em novas ideias e soluções para os desafios atuais.
A Reunião de Alto Nível reunirá chefes de Estado, representantes da sociedade civil e intelectuais para discutir estratégias de fortalecimento democrático frente a ameaças autoritárias e à crescente polarização global. Os signatários concluem que a democracia é frágil e requer cuidados constantes, além de reformas estruturais para enfrentar desigualdades e promover justiça social.
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