- Moradores de Sambaetiba, em Itaboraí, relatam problemas de qualidade de vida devido a ruídos e vibrações do Complexo de Energias Boaventura da Petrobras.
- Recentemente, aumentaram os relatos de danos estruturais em residências, coincidentemente com o início das operações de processamento de gás natural pela empresa.
- Luciano Pinheiro, operador de máquinas, e Mary Jane Moreira, moradora local, expressam preocupações sobre os barulhos e odores que afetam suas famílias.
- A Petrobras não esclareceu os horários das operações noturnas e não apresentou evidências que liguem os danos às suas atividades.
- Uma audiência pública está marcada para 6 de agosto para discutir os impactos do projeto na comunidade, incluindo a apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança e do Relatório de Impacto de Vizinhança.
Os moradores da comunidade de Sambaetiba, em Itaboraí, enfrentam sérios problemas de qualidade de vida devido a ruídos e vibrações provenientes do Complexo de Energias Boaventura da Petrobras. Recentemente, relatos de danos estruturais em residências aumentaram, enquanto a empresa iniciou operações de processamento de gás natural, sem esclarecer os horários das atividades.
Luciano Pinheiro, operador de máquinas de 46 anos, descreve noites de insônia causadas por barulhos intensos e trepidações. “É um barulho aterrorizante. Está tirando meu sono, dos meus filhos,” afirma. Em sua casa, sinais de danos são evidentes: gesso cedendo, paredes rachadas e janelas quebradas. A vizinha Mary Jane Moreira também expressa preocupação com a fumaça e os odores, que afetam sua saúde e a de sua família.
As operações no complexo, que começaram em outubro de 2024, ocorrem frequentemente à noite, perturbando a tranquilidade da região. Adriana Caldas, outra moradora, relembra o susto que sentiu ao ouvir um barulho intenso no Dia das Mães do ano passado, que resultou em danos na estrutura de sua casa. “Tremeu tudo,” relata.
A Petrobras não esclareceu a razão para realizar atividades durante a madrugada e não apresentou evidências que conectem os danos às suas operações. Uma audiência pública, agendada para 6 de agosto, discutirá os impactos do projeto na comunidade, com a apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e do Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV).
Miriam Fernandes de Jesus, matriarca local de 83 anos, destaca a necessidade de indenização para os moradores que se sentem ameaçados. “O gasoduto é muito pior e mais tóxico do que a refinaria,” alerta. A Petrobras, por sua vez, afirma que está avaliando os danos e que não há correlação técnica entre suas atividades e os problemas relatados.
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