- A Câmara dos Deputados enfrenta críticas pela falta de controle sobre seus funcionários, especialmente secretários parlamentares, que representam cerca de 69% dos servidores.
- Recentemente, foram identificados casos de funcionários fantasmas no gabinete do presidente Hugo Motta, e os gastos com salários ultrapassaram R$ 1 bilhão.
- A Câmara gasta anualmente mais de R$ 1 bilhão em salários e auxílios, mas não há um controle efetivo da jornada de trabalho dos servidores.
- Os salários dos secretários parlamentares variam de R$ 1.584,10 a R$ 18.719,88, e o controle de presença é feito pelos próprios gabinetes, o que é considerado frágil.
- Os gastos com secretários aumentaram quase 11% de 2024 para 2025, mas não foram apresentadas medidas concretas para melhorar a fiscalização.
A Câmara dos Deputados enfrenta sérias críticas devido à falta de controle sobre seus funcionários, especialmente os secretários parlamentares, que representam cerca de 69% dos servidores. Recentemente, foram descobertos casos de funcionários fantasmas no gabinete do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), enquanto os gastos com salários superaram R$ 1 bilhão.
Os dados revelam que a Câmara gasta anualmente mais de R$ 1 bilhão em salários, gratificações e auxílios, sem um controle efetivo da jornada de trabalho. Atualmente, há aproximadamente 10 mil secretários parlamentares contratados, e a única validação de presença é um atestado do próprio gabinete. Essa situação permitiu a existência de três funcionárias fantasmas no gabinete de Motta, que foram demitidas após a revelação dos fatos.
Falta de Controle
Os secretários parlamentares têm salários que variam de R$ 1.584,10 a R$ 18.719,88, além de um auxílio alimentação de R$ 1.393,11. O controle de presença é realizado pelos próprios gabinetes, que informam mensalmente ao departamento de recursos humanos. No entanto, esse sistema é considerado frágil, pois não há um registro detalhado das horas trabalhadas.
A falta de fiscalização é uma preocupação constante, mesmo após denúncias de funcionários fantasmas e práticas como rachadinhas. O deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) destacou que muitos parlamentares contratam cabos eleitorais em vez de assessores efetivos, o que resulta em gabinetes vazios em Brasília.
Aumento de Gastos
Os gastos com secretários parlamentares aumentaram significativamente na gestão de Motta. No primeiro semestre de 2024, as despesas somaram R$ 486,4 milhões, enquanto no mesmo período de 2025 chegaram a R$ 539,2 milhões, um aumento de quase 11%. Apesar de Motta ter adotado um discurso de responsabilidade fiscal, não foram apresentadas medidas concretas para garantir um controle mais rigoroso sobre os servidores.
A Mesa Diretora, presidida por Motta, ainda não discutiu ações para assegurar que os funcionários realmente cumpram suas funções. O deputado Sérgio Souza (MDB-PR) afirmou que a prioridade tem sido lidar com questões mais polêmicas, deixando de lado a fiscalização dos gabinetes. A falta de resposta da assessoria institucional da Câmara sobre a situação também levanta preocupações sobre a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
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