- A situação do ex-presidente Jair Bolsonaro se agravou após uma operação policial na última sexta-feira, 18 de julho.
- Líderes do Centrão pressionam Bolsonaro a desistir da candidatura presidencial e apoiar outro candidato da direita.
- A operação resultou na apreensão de dados do celular de Bolsonaro, que podem complicar sua situação legal.
- Ele enfrenta cinco acusações relacionadas a uma suposta trama golpista e agora é investigado por obstrução de Justiça e coação.
- Eduardo Bolsonaro teve sua licença parlamentar encerrada e fez ameaças contra autoridades, o que pode levar à perda de seu mandato.
A situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornou ainda mais crítica após uma operação policial realizada na última sexta-feira (18). Líderes do Centrão intensificam a pressão para que ele desista da candidatura presidencial e apoie um candidato da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). A avaliação é de que Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), podem ter produzido provas contra si mesmos.
A operação resultou na apreensão de dados do celular de Bolsonaro, que podem complicar ainda mais sua situação. Além das cinco acusações já enfrentadas na ação relacionada à trama golpista, incluindo golpe de Estado, ele agora é investigado por obstrução de Justiça, atentado à soberania e coação no curso do processo. O ministro Alexandre de Moraes considerou que houve “expressos atos executórios e flagrantes confissões” por parte do clã Bolsonaro ao tentar influenciar sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.
Situação de Eduardo Bolsonaro
A situação de Eduardo também se deteriorou. Após o término de sua licença parlamentar no domingo (20), ele fez postagens ameaçadoras contra o STF e o delegado da Polícia Federal, Fábio Shor. Se não renunciar, ele pode enfrentar faltas que podem levar à perda de seu mandato. Aliados tentam aprovar medidas no Congresso para protegê-lo, mas o clima é desfavorável.
Eduardo voltou a atacar em um vídeo nas redes sociais, prometendo trabalhar para remover Alexandre de Moraes do Judiciário e ameaçando o delegado Fábio Shor, que investiga o ex-presidente no Supremo Tribunal Federal. A direção da PF já anunciou que analisará ações em resposta às ameaças feitas por Eduardo.
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