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Centrão sugere que Bolsonaro renuncie à candidatura e apoie Tarcísio

Pressão do Centrão aumenta e Jair Bolsonaro enfrenta novas investigações após operação policial que apreendeu dados de seu celular.

Governador Tarcísio de Freitas diz que 'coragem' nunca faltou ao ex-presidente Jair Bolsonaro após ser alvo de ação da PF. (Foto: Montagem g1/Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo/Adriano Machado/Reuters)
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  • A situação do ex-presidente Jair Bolsonaro se agravou após uma operação policial na última sexta-feira, 18 de julho.
  • Líderes do Centrão pressionam Bolsonaro a desistir da candidatura presidencial e apoiar outro candidato da direita.
  • A operação resultou na apreensão de dados do celular de Bolsonaro, que podem complicar sua situação legal.
  • Ele enfrenta cinco acusações relacionadas a uma suposta trama golpista e agora é investigado por obstrução de Justiça e coação.
  • Eduardo Bolsonaro teve sua licença parlamentar encerrada e fez ameaças contra autoridades, o que pode levar à perda de seu mandato.

A situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornou ainda mais crítica após uma operação policial realizada na última sexta-feira (18). Líderes do Centrão intensificam a pressão para que ele desista da candidatura presidencial e apoie um candidato da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). A avaliação é de que Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), podem ter produzido provas contra si mesmos.

A operação resultou na apreensão de dados do celular de Bolsonaro, que podem complicar ainda mais sua situação. Além das cinco acusações já enfrentadas na ação relacionada à trama golpista, incluindo golpe de Estado, ele agora é investigado por obstrução de Justiça, atentado à soberania e coação no curso do processo. O ministro Alexandre de Moraes considerou que houve “expressos atos executórios e flagrantes confissões” por parte do clã Bolsonaro ao tentar influenciar sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Situação de Eduardo Bolsonaro

A situação de Eduardo também se deteriorou. Após o término de sua licença parlamentar no domingo (20), ele fez postagens ameaçadoras contra o STF e o delegado da Polícia Federal, Fábio Shor. Se não renunciar, ele pode enfrentar faltas que podem levar à perda de seu mandato. Aliados tentam aprovar medidas no Congresso para protegê-lo, mas o clima é desfavorável.

Eduardo voltou a atacar em um vídeo nas redes sociais, prometendo trabalhar para remover Alexandre de Moraes do Judiciário e ameaçando o delegado Fábio Shor, que investiga o ex-presidente no Supremo Tribunal Federal. A direção da PF já anunciou que analisará ações em resposta às ameaças feitas por Eduardo.

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