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Delegado depõe ao STF sobre ataque de Eduardo Bolsonaro e revela detalhes do golpe

Delegado da Polícia Federal revela detalhes sobre reuniões golpistas e possíveis tentativas de fuga de Filipe Martins para os EUA.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fala sobre possibilidade de perder o seu mandato como deputado federal em live feita em seu canal de YouTube neste domingo, 20 de julho de 2025. (Foto: @EDUARDO BOLSONARO via YouTube)
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  • O delegado da Polícia Federal, Fabio Shor, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal sobre a investigação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu ex-assessor Filipe Martins.
  • O depoimento focou em reuniões no Palácio da Alvorada, onde foi discutida uma minuta para a decretação de Estado de Defesa, visando impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Shor confirmou a presença de Martins em encontros nos dias 19 de novembro e 7 de dezembro de 2022, com registros de entrada e saída fornecidos pelo Gabinete de Segurança Institucional.
  • O delegado revelou que Martins usou uma artimanha para evitar monitoramento, trocando de celular durante os encontros.
  • A defesa de Martins levantou a possibilidade de fuga para os Estados Unidos, mas Shor indicou que há indícios de que essa entrada foi forjada.

BRASÍLIA – O delegado da Polícia Federal (PF), Fabio Shor, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 21, sobre a investigação que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu ex-assessor Filipe Martins. O foco da oitiva foi a suposta tentativa de golpe em 2022, com ênfase nas reuniões que discutiram uma minuta golpista.

Durante o depoimento, Shor confirmou a presença de Martins em encontros no Palácio da Alvorada nos dias 19 de novembro e 7 de dezembro de 2022. Nesses encontros, foram debatidos ajustes na minuta que visava a decretação de Estado de Defesa, um passo crucial para a tentativa de impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O delegado destacou que a PF obteve registros de entrada e saída de Martins fornecidos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Artimanhas para Evitar Monitoramento

Shor também revelou que Martins utilizou uma “artimanha” para evitar ser monitorado. O ex-assessor deixou seu celular em um local fixo e se deslocou com outro aparelho, dificultando o rastreamento. A defesa de Martins questionou a ausência de dados de localização que comprovassem sua presença nas reuniões, mas o delegado reafirmou que a PF confirmou os deslocamentos do ex-assessor.

A defesa levantou a hipótese de que Martins teria fugido para os Estados Unidos durante a viagem de Bolsonaro em dezembro de 2022. Contudo, Shor indicou que há indícios de que essa entrada foi forjada. O delegado mencionou que o número de um passaporte de Martins, alegadamente extraviado, foi registrado pelas autoridades americanas na mesma data da viagem presidencial.

Tensão e Conflitos

O depoimento de Shor ocorre em um ambiente de crescente tensão, com ataques direcionados a ele por parte de bolsonaristas, incluindo ofensas do deputado Eduardo Bolsonaro. A investigação continua a revelar detalhes sobre a trama que envolveu altos escalões do governo anterior, enquanto a defesa de Martins tenta contestar as evidências apresentadas pela PF.

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