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EUA podem interromper sinal de GPS no Brasil, alertam especialistas sobre riscos

EUA impõem sanções a Alexandre de Moraes, revogando seu visto e sinalizando possíveis tarifas e bloqueios ao GPS no Brasil.

Imagem ilustrativa de motorista usando GPS no celular. (Foto: Freepik/reprodução)
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  • O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, revogou o visto de Moraes, alegando “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • A revogação do visto é considerada apenas o início de uma série de sanções, que podem incluir aumento de tarifas de importação de produtos brasileiros.
  • Há também a possibilidade de bloqueio do uso de satélites e do sistema de GPS no Brasil, embora especialistas afirmem que isso seria difícil de implementar.
  • A interrupção do GPS teria impactos significativos, mas existem alternativas como o sistema russo GLONASS e o europeu Galileo.

A relação entre Brasil e Estados Unidos se deteriorou ainda mais com o anúncio de sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pelo Departamento de Estado americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, revogou o visto de Moraes, alegando “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Informações da Folha de S.Paulo indicam que essa revogação é apenas o início de uma série de sanções.

Entre as medidas que podem ser adotadas, aliados de Bolsonaro mencionaram a possibilidade de aumentar tarifas de importação de produtos brasileiros de 50% para 100%, além de punições em colaboração com a OTAN. Também se cogita o bloqueio do uso de satélites e do sistema de GPS no Brasil, levantando questões sobre a viabilidade dessas ações.

O GPS, criado pelo Departamento de Defesa dos EUA, é essencial para diversas aplicações civis e militares. Especialistas consultados pela BBC News Brasil afirmam que bloquear o sinal do GPS em um país é extremamente difícil, pois o sistema transmite sinais para qualquer receptor em todo o mundo. Eduardo Tude, especialista em telecomunicações, explica que “não dá para cortar esse sinal sem atingir outros países e mesmo os EUA”.

Embora existam métodos de interferência local, como o jamming, que prejudica a recepção do sinal, isso exigiria presença física no local, o que seria considerado um ato de sabotagem. Luísa Santos, especialista em sistemas aeroespaciais, acredita que a possibilidade de os EUA restringirem o GPS é remota, devido a questões diplomáticas.

A interrupção do GPS teria impactos significativos em setores como transporte, telecomunicações e finanças. No entanto, existem alternativas ao sistema, como o russo GLONASS, o chinês BeiDou e o europeu Galileo, que podem ser utilizados em caso de necessidade. Ana Apleiade, mestranda em Astrofísica, ressalta que, embora improvável, uma restrição do GPS não deixaria o Brasil e o mundo sem opções, já que muitos dispositivos modernos são compatíveis com múltiplas constelações de satélites.

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