- José Adolfo Macías, conhecido como Fito, se declarou “não culpado” em tribunal federal nos Estados Unidos em 21 de julho.
- Ele enfrenta sete acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas e armas.
- A juíza Vera M. Scanlon determinou sua detenção sem direito a fiança, considerando-o um indivíduo de alto risco.
- Fito é acusado de liderar uma rede que enviava cocaína do Equador para os EUA e abastecia facções armadas no país.
- A extradição de Fito é vista como uma vitória política pelo presidente equatoriano Daniel Noboa, mas especialistas alertam para a corrupção no sistema judiciário do Equador.
José Adolfo Macías, conhecido como Fito, líder da organização criminosa Los Choneros, se declarou “não culpado” em tribunal federal nos Estados Unidos nesta segunda-feira, 21 de julho. Ele enfrenta sete acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas e armas. A juíza Vera M. Scanlon determinou sua detenção sem direito a fiança, considerando-o um indivíduo de alto risco.
As autoridades americanas o acusam de liderar uma rede que enviava cocaína do Equador para os EUA e adquiria armamento para abastecer facções armadas em seu país. O procurador federal Joseph Nocella destacou que Fito e seus cúmplices inundaram os Estados Unidos com drogas e usaram violência extrema para manter o controle. A pena que ele pode enfrentar varia de 10 a 50 anos de prisão, após um acordo que garantiu que não enfrentaria a pena de morte ou prisão perpétua.
A extradição de Fito é vista como uma vitória política pelo presidente equatoriano Daniel Noboa, que comemorou a decisão nas redes sociais. Noboa ressaltou o apoio popular ao referendo que possibilitou a extradição de criminosos procurados. No entanto, especialistas alertam que essa narrativa pode esconder uma falta de confiança nas instituições locais.
A corrupção no sistema judiciário do Equador é um problema persistente, com frequentes investigações contra juízes e promotores por vínculos com o crime organizado. Desde julho de 2024, ao menos 45 juízes, 11 promotores e 33 funcionários foram destituídos por corrupção. Fito representa um dos maiores alvos a serem capturados, mas muitos outros líderes de organizações criminosas permanecem ativos no país.
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